Ministro da Saúde diz que tempo do “me dá um dinheiro aí” acabou

Luiz Henrique Mandetta afirmou que "dinheiro não é problema", desde que Mato Grosso faça sua parte para controlar a crise da Santa Casa

(Foto: Maurício Barbant/ALMT)

“Dinheiro não é problema”. A afirmação é do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre a situação da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Ele cobra, entretanto, uma forte contrapartida da classe política de Mato Grosso no sentido de garantir que a União vai ter economia se investir na unidade, uma vez que poderá deixar de gastar com outros hospitais do Estado.

Mandetta esteve em Cuiabá na segunda-feira (22) e, na Assembleia Legislativa, tratou da crise envolvendo os hospitais filantrópicos, em especial a Santa Casa. Na oportunidade, sustentou que o Governo Federal não vê problemas em liberar novos recursos, mas disse ser necessário que o Governo do Estado faça o mesmo.

Até de parte dos duodécimos da Câmara de Vereadores de Cuiabá e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso ele sugeriu como alternativa para pagar as dívidas do hospital.

O ministro também defendeu, não só uma auditoria nas contas da Santa Casa, mas uma “verdadeira devassa”. Com isso, acredita que a própria sociedade pode ajudar a reerguer o hospital.

Secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo vai ser o interlocutor do ministro no Estado. Na próxima semana, o secretário já deve apresentar um novo panorama de como está a situação.

Primeiro o planejamento

Durante a reunião com o ministro, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) pediu a liberação de R$ 20 milhões para que a Santa Casa retome os atendimentos. Mandetta disse, entretanto, que o tempo do “me dá um dinheiro aí” acabou no governo federal e que o Ministério da Saúde precisa, antes, ter um plano completo de recuperação da unidade.

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta cumpriu agenda em Cuiabá nesta segunda-feira (Foto: Maurício Barbant/ALMT)

A situação gerou um embate com o deputado e o ministro acabou deixando a reunião e partindo para Brasília sem falar com a imprensa. Wilson, por sua vez, avaliou o encontro como pouco produtivo, já que não se encontrou uma solução efetiva para a crise na Santa Casa.

“Avalio a reunião como pouco produtiva. O senador Wellington [Fagundes] (PR) foi muito feliz quando disse que foi mais uma reunião com pouca resolução”, disse o deputado, classificando o encontro como “um show de vaidades”.

Presidente em exercício da Assembleia Legislativa, a deputada Janaina Riva (MDB) lembrou que o ministro cobrou pela terceira vez a prestação de contas do hospital e se disse envergonhada em pedir auxílio sem apresentar o que foi cobrado em troca.

Representando outros hospitais filantrópicos, o médico Marcelo Sandrin, que dirige o Santa Helena, destacou que, no geral, os hospitais fazem o dever de casa, mas que precisam de mais ajuda da União para que os atendimentos continuem com excelência.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorPolícia identifica e interroga motorista que atropelou três garis no Tijucal
Próximo artigoUnião não reconhece decreto de calamidade; Mauro Mendes diz que nada muda

O LIVRE ADS