Ministra empossa diretoria da Conab e informa que parte dos armazéns será leiloada

“Custa mais caro manter esse patrimônio do que a utilidade dele”, afirma Tereza Cristina. Novo presidente da companhia diz que 67 depósitos estão subutilizados

Foto: Noaldo Santos/Mapa - Ministra discursa na posse da nova diretoria da Conab, ao lado do novo presidente Newton Araujo Silva Jr (a sua direita)

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) deu posse nesta quinta-feira (28) à diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O novo presidente, Newton Araújo Silva Júnior, é funcionário de carreira da empresa há 40 anos e foi aplaudido pelos funcionários ao ser chamado para assinar o termo de posse. A ministra informou que parte dos armazéns da companhia será leiloada nos próximos meses, por estar subutilizada.

Segundo ela, a rede de armazenamento da Conab é grande e antiga, e deixou de fazer sentido mantê-la num momento em que os traders do setor agropecuário são mais ágeis e possuem esquemas mais modernos de armazenagem e escoamento da produção.

“Precisamos que a Conab dê atenção às coisas para as quais ela é imprescindível, como trabalhar mais perto do produtor, fazendo previsão de safra, estatísticas e prestando as informações oficiais sobre o setor, que são ferramentas essenciais para cuidarmos das políticas públicas”, disse a ministra. “Não podemos ter empresas públicas com um patrimônio enorme, porque custa mais caro mantê-lo do que a sua utilidade”, explicou.

Em discurso durante a posse, a ministra disse aos servidores da Conab que não haverá mudanças radicais na companhia, mas uma modernização de sua estrutura e de suas práticas administrativas. Segundo ela, ninguém vai impor coisas na companhia de cima para baixo, pois tudo será discutido com a diretoria, o conselho administrativo e todos os envolvidos. Disse que a proximidade entre o Ministério da Agricultura e a Conab precisa ser cada vez maior, em prol da agropecuária brasileira. “O sucesso da Conab será o meu sucesso também”, afirmou, sendo aplaudida pelos funcionários, que lotavam o auditório da empresa.

O novo presidente observou que a Conab tem atualmente 178 armazéns, dos quais 67 estão subutilizados e, num estudo preliminar, podem ser leiloados ou mesmo cedidos à iniciativa privada por meio de permutas. “É preciso tirar essa gordura da companhia para fazê-la se fortalecer”, disse Silva Júnior, informando que a desmobilização do patrimônio será rápida e ocorrerá já nos próximos meses. Segundo ele, a Conab dispõe de orçamento de R$ 1,5 bilhão para equalização dos preços dos produtos da safra.

Tereza Cristina declarou que gostaria de passar a receber informes semanais do setor. Em seu discurso, afirmou que a Conab precisa se comunicar melhor com a sociedade, e mostrar sua importância para a segurança alimentar do brasileiro, com todo o seu trabalho na regulação de estoques e distribuição dos produtos. E explicou que a Conab detém as informações oficiais sobre o que acontece no setor rural brasileiro, e não pode deixar a iniciativa privada divulgar as notícias antes da companhia.

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