Crônicas Policiais

Ministério Público flagra trabalho escravo em fazenda de Mato Grosso

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Lucas Bellinello

Vinte pessoas foram retiradas de situação degradante em uma fazenda de Nova Maringá, a cerca de 400 km de Cuiabá, durante uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT-MT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal (PF).

Segundo os órgãos fiscalizadores, os trabalhadores haviam sido contratados pela empresa T.F. Zimpel Ltda. para cortar e empilhar madeira, mas viviam em alojamentos precários, sem água potável, registro em carteira ou pagamento de salários. Havia ainda denúncias de intimidação por pessoas armadas e restrição da liberdade de locomoção.

Sem água e sem comida

Nos locais vistoriados, a força-tarefa encontrou colchões velhos em barracos de lona e madeira, redes penduradas em meio a tambores de combustível e ausência total de condições mínimas de higiene. Os trabalhadores tomavam banho em córregos de água turva e precisavam caçar animais para complementar a alimentação, já que a comida fornecida era insuficiente.

Indenização e multa

Como resultado, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o MPT e os responsáveis. Além do pagamento de salários e rescisões trabalhistas, que somam R$ 418 mil, os envolvidos deverão arcar com indenizações: R$ 1 milhão por dano moral coletivo e R$ 200 mil por dano moral individual, sendo R$ 10 mil destinados a cada trabalhador resgatado.

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