Ministério da Justiça leiloa bens avaliados em quase R$ 9 milhões, em MT

Lances podem ser dados até o dia 25 de outubro

(Foto: Ekaterina Bolovtsova / Pexels)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), leiloa dois imóveis que estão relacionados a crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de bens, direitos ou valores provenientes da operação “Spectrum”.

Os bens estão avaliados em quase R$ 9 milhões e os lances podem ser feitos até o dia 25 de outubro, de forma online. A fazenda Pôr do Sol III está avaliada em mais de R$ 7 milhões, já a Jupinda II, em pouco mais de R$ 1 milhão.

De acordo com o processo, ambas as fazendas foram objeto de sequestro judicial da operação que desarticulou organização criminosa transnacional especializada em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Essa já é a segunda vez que os bens são levados a leilão. A primeira tentativa aconteceu em 2019.

Para acessar o leilão, clique aqui.

Só em Mato Grosso já foram arrecadados mais de R$ 57 milhões, em 29 leilões realizados desde 2020, com venda de mais de 2,6 mil ativos.

O recurso arrecadado é destinado aos cofres públicos. Quando é oriundo de crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes, abastece o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que financia projetos que reforçam a segurança pública e o combate às drogas no país.

Operação Spectrum

A operação foi deflagrada em julho de 2017 com o objetivo de desarticular organização criminosa transnacional especializada em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

O grupo era comandado por Luiz Carlos da Rocha, conhecido por “Cabeça Branca” um dos traficantes mais procurados pela Polícia Federal e Interpol na América do Sul. Há pelo menos 30 anos ele estaria em ação.

Cabeça Branca era considerado como um dos “barões das drogas” do Brasil ainda em liberdade, com condenações proferidas pela Justiça Federal que somam mais de 50 anos de prisão.

Segundo as apurações da Polícia Federal, Luiz Carlos da Rocha seria um dos principais fornecedores de cocaína para facções criminosas paulistas e cariocas. Estima-se que a quadrilha liderada por ele era responsável pela introdução de 5 toneladas de cocaína por mês em território nacional com destino final ao exterior e Brasil.

A cocaína era transportada em aviões de pequeno porte que partiam dos países produtores Colômbia, Peru e Bolívia, utilizando-se do espaço aéreo venezuelano com destino para fazendas no Brasil, na fronteira entre os estados do Pará e Mato Grosso.

Luiz Carlos foi preso em Sorriso, onde vivia uma vida de fachada como um grande empresário.

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