Milho fecha o ano com alta de 16,9% em Mato Grosso

Demanda pelo cereal no estado se manteve firme e as cotações do milho no mercado interno dispararam

Divulgação Mapa

O cultivo do milho em Mato Grosso apresentou números recordes na safra 18/19, a começar pela produção de 32,2 milhões de toneladas, acréscimo de 14% em relação a safra anterior (17/18).

Mesmo com o acréscimo na oferta, a demanda pelo cereal no estado se manteve firme e as cotações do milho no mercado interno dispararam. O preço do cereal encerrou o ano com valorização de 16,96% e ficou com cotação média de R$ 23,76/sc.

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A alta, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), é reflexo da entrada de novas usinas de etanol à base de milho e da ampliação na capacidade das plantas que já estavam em funcionamento.

Ainda segundo Imea, os recordes alcançados pela moeda americana também influenciaram na formação dos preços, mesmo que as oscilações em Chicago não tenham se alterado muito em 2019.

Do outro lado, pequenos produtores de leite e suínos tiveram suas margens reduzidas em razão da alta do cereal, que compõe grande parte da ração fornecida aos animais.

Produtividade

Segundo o Instituto, apesar do maior custo para produção do milho, o agricultor conseguiu adiantar a semeadura do cereal e foi contemplado com um regime de chuvas ideal para a safra, o que resultou em um acréscimo de 11% na produtividade, passando de 99,6 sacas por hectares em 17/18 para 110,7 sc/h na safra 18/19.

Mercados

Com os preços mais atrativos para os agricultores, 98,75% da safra já foi negociada. Para o próximo ano, segundo o Imea, os mercados interno e externo devem continuar aquecidos para o cereal, e as vendas tendem a ser antecipadas garantindo preços firmes, em razão de uma menor disponibilidade do cereal em Mato Grosso.

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