Mês da imunização: Vacina contra o HPV é importante para saúde feminina

A atenção para ISTs devem começar ainda na adolescência; especialista ressalta que anticoncepcional não impede doenças

(Foto: Ednilson Aguiar /O Livre)

A saúde íntima é um elemento importante para a vida das mulheres, mas ainda possui muitos tabus. Com o início da vida sexual, várias meninas passam a fazer uso de medicamentos anticoncepcionais, mas a atenção também deve ser voltada para as Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Os cuidados ainda na adolescência evitam que problemas surjam na vida adulta, sendo importante manter rotina médica e, no mês em que se reforça a importância da vacinação, especialista chama atenção para a imunização contra o Papilomavírus (HPV).

Segundo a professora do curso de medicina da Universidade de Cuiabá (Unic) e ginecologista, Renata Massoni, o cuidado deve ter início ao final da infância. “Alguns pais acham que levar a filha ao médico para falar sobre este assunto poderia incentivar o início precoce da vida sexual, mas este é um pensamento enganoso, o que fazemos é passar orientações para que a adolescente conheça o próprio corpo, além de dar informação precisas sobre como elas podem se proteger”, comenta.

Ela ressalta especificamente o HPV, IST que é considerada a mais frequente no mundo e é a principal causadora o câncer do colo de útero.

A infecção possui vacina gratuita oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas 9 a 13 anos e meninos de 11 a 14. “Os meninos foram incluídos no plano de imunização em 2017, porque acabam sendo vetores da infeção, ou seja, se não estão vacinados, eles transmitem a doença para as meninas. A aplicação da vacina é feita durante a puberdade, pois garante boa resposta imune e, além disso, a chance de um adolescente ter sido exposto ao vírus é baixa, fazendo com que a eficácia da vacina seja maior”, diz.

A professora da Unic comenta que as adolescentes de hoje apresentam maior diálogo com as mães, quando se trata de anticoncepcionais. “Em consultas, é possível perceber que as meninas têm tido mais liberdade para conversar logo que iniciam a vida sexual, mas ainda é preciso frisar que o os métodos contraceptivos mais comuns inibem única e exclusivamente a gravidez e não as protegem contra doenças”, diz.

A médica explica também os benefícios que os cuidados com saúde feminina trazem na vida adulta, principalmente após a menopausa. A mudança hormonal que acontece após a menopausa gera um aumento das chances de infarto ou acidentes vasculares cerebrais.

“É como se existisse uma proteção hormonal, que acaba quando paramos de ovular. Se não houve cuidado (físico, alimentar e rotina ginecológica) durante a etapa da vida em que a mulher esteve menstruando, as chances de ela ser acometida por um AVC depois da menopausa podem ser ainda maiores”, diz.

(Da Assessoria)

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