Mercenários: oito membros do grupo de extermínio voltam ao banco dos réus

Neste mês, o Tribunal do Júri de Várzea Grande dá o veredicto sobre seis assassinatos e duas tentativas

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Tribunal do Júri de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá) vai decidir, em março, se condena ou não oito integrantes do grupo de extermínio que ficou conhecido como “Os Mercenários” pelo assassinato de seis pessoas e a tentativa de matar outras duas.

Dos oito a serem julgados, três já foram condenados em ocasiões anteriores, por outros crimes semelhantes.

Claudiomar Garcia de Carvalho, por exemplo, será julgado duas vezes neste mês.

No dia 10, ele e Jeferson Fatimo da Silva e Pablo Plinio Mosqueiro de Aguiar responderão pelo assassinato de Luciano Militão da Silva e a tentativa de matar Célia Regina Duarte.

O crime ocorreu em março de 2016, no bairro Construmat, em Várzea Grande.

Segundo o Ministério Público Estadual (MP), o casal voltava de uma festa, numa motocicleta, quando foram surpreendidos por tiros ao chegar em casa.

Ele foi atingido cinco vezes, inclusive na cabeça, e morreu no local. Ela foi atingida no braço, mas conseguiu fugir e se abrigar na casa de um vizinho.

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Já no dia 19, Claudiomar volta a ser julgado, mas por um assassinato triplo. As vítimas foram Márcio Melo de Souza, Wellington Ormond Pereira e Vinícius Silva Miranda. Na ocasião, Alan Chagas da Silva escapou com vida.

Conforme o MP, o crime também ocorreu em 2016, em abril, e com arma de fogo. Foi no bairro Cohab Cristo Rei.

Neste caso, Claudiomar responderá junto com José Francisco Carvalho Pereira – que está entre os três réus que já acumulam outras condenações – e Jozilmo Silverio dos Santos.

O outro integrante do grupo de extermínio que também já tem uma condenação e volta a ser julgado é o ex-cabo da Polícia Militar Helbert de França Silva.

Junto com Edervaldo Freire – dos que vão a Júri, ele é o único que ainda está solto –, o ex-policial vai responder pelo assassinato de Eduardo Rodrigo Beckert, ocorrido em abril de 2016, no centro de Várzea Grande.

De acordo com o Ministério Público, a vítima foi alvejada com aproximadamente 13 tiros e morreu no local. Sua morte teria sido encomendada por Fernando Boabaid e o motivo seria vingança de um relacionamento extraconjugal com a esposa dele.

O outro integrante dos Mercenários a ser julgado é Marcos Augusto Ferreira Queiroz. Ele é acusado de participar do homicídio qualificado de Edcarlos de Oliveira Paiva, também em abril de 2016, no loteamento Joaquim Curvo.

(Com Assessoria)

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