Mercenários: júri popular dá pena de 30 anos a membros de grupo de extermínio

Julgamento começou começou às 9h e se estendeu até a madrugada desta terça-feira

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os jurados acolheram as teses defendidas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e condenaram os réus Helbert de França Silva e José Edmilson Pires dos Santos, integrantes do grupo de extermínio conhecido como “os mercenários”, a 30 anos de prisão, cada um. Os dois foram condenados pelo homicídio qualificado praticado contra Luciano Militão da Silva e por tentativa de homicídio contra Célia Regina da Silva. Como efeito secundário da condenação, foi decretada a perda do cargo de Helbert de França Silva, que era Policial Militar.

Durante o júri, que começou às 9h e se estendeu até a madrugada desta terça-feira, o Ministério Púbico foi representado por quatro promotores de Justiça. O caso ganhou repercussão em nível nacional. Segundo a sentença, o grupo de extermínio era formado por aproximadamente seis policiais, além de civis.

“Vale repetir que este grupo tinha um grande poder ofensivo e intimidador, utilizando até mesmo de coação no curso do processo, mediante ameaça às testemunhas”, diz a sentença.

“Os Mercenários”, conforme as investigações, possuíam todo um aparato para cometer crimes: armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e diversos carros e motocicletas com placas frias. Estima-se que pelo menos 15 pessoas tenham sido vítimas do grupo.

Os crimes pelos quais os réus foram julgados nesta segunda e terça-feira, conforme o Ministério Público, foram praticados em março de 2016 de forma altamente premeditada, com a utilização de pistola calibre 38 e silenciador. A acusação apontou extrema frieza dos assassinos.

Consta na denúncia que as vítimas estavam voltando de uma festa, quando foram atacadas repentinamente. Os promotores destacaram que elas estavam em frente ao portão de casa, tentando abri-lo, o que teria reduzido suas chances de defesa.

Os sentenciados José Edmilson e Helbert de França Silva respondem a mais quatro ações penais, todas pela prática de crimes dolosos contra vida. Em todos os casos, as denúncias apontam motivação e circunstâncias semelhantes ao caso que foi julgado.

Eles estão presos e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

(Com assessoria)

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