Mercado de produtos eróticos cresceu 50% durante a pandemia

Público alvo é formado por pessoas com os ânimos aflorados por conta do isolamento social e casais que tentam reaquecer as relações

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A tecnologia veio com tudo e está dominando o mercado erótico. O que antes se resumia a algo estático, ganhou movimento e até mesmo a ignição por meio de um aplicativo, via internet, com a participação virtual do companheiro.

E as inovações não param por aí e são alimentadas pelo faturamento do setor, que não conheceu crise com a pandemia do coronavírus. Muito pelo contrário: os números são positivos e estimulam os empreendedores da área.

Conforme o portal Mercado Erótico, foram vendidos mais de 1 milhão de produtos no Brasil desde o começo da pandemia. Uma quantidade 50% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

Thaís Cunha, proprietária da empresa Sex Shop Segredos, está muito satisfeita com o resultado das lojas físicas e, principalmente, com as vendas online, que garantem mais discrição para os consumidores.

Segredos Sex Shop está há 11 anos no mercado e há 8 trabalha com loja virtual. Foto: (arquivo/loja Segredos)

No Sex Shop Segredos, por exemplo, houve um investimento nas entregas. As caixas são como aquelas recebidas pelo meio de transporte aéreo, com lacre de frágil, cor parda e sem vestígio de produtos eróticos.

Isso oferece um diferencial, o sigilo, e favorece as indicações.

Ela atua há 11 anos no mercado e, em ambiente online, está há 8 anos. Diz que percebeu o acréscimo e está muito feliz tanto com o resultado financeiro da empresa como com a satisfação dos clientes.

“Costumo falar que somos também essenciais para população neste momento, pois somos responsáveis por levar alegria para quem está sem condições de sair de casa. Também nos sentimos responsáveis por fortalecer a união dos casais”, afirma.

Com relação ao marketing, mesma estando na era digital, a maior parte vem do boca-a-boca, ou seja, um consumidor indica para outro.

Produtos diversos atraem os que estão em isolamento social por conta da pandemia (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Entre os artigos mais procurados estão os vibradores discretos – e  a novidade são aqueles que funcionam à distância e por meio de aplicativo. Também integra o topo da categoria de mais procurados as vaginas e masturbadores que saciam a vontade sexual.

Perfil do consumidor

Segundo dados da Compre&Confie, uma empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, a maioria dos consumidores de produtos eróticos tem entre 26 e 35 anos (34,3%). Depois, estão os com 25 anos (31,9%), seguido do grupo entre 36 e 50 anos (25,8%).

Já as pessoas com mais de 51 anos correspondem a 8% do volume de vendas.

Na divisão por regiões, o Sudeste lidera o volume de compras, com 66,9% dos pedidos. Na sequência estão as regiões Sul e Nordeste, que aparecem com 13,1% e 10,1%, respectivamente. Por fim, Centro-Oeste é responsável por 7,3% das compras e o Norte fica em último, com 2,5%.

Delivery

Algumas lojas físicas foram visitadas pela equipe do LIVRE e, em todas, as vendedoras tinham o mesmo diagnóstico para o aumento das vendas: “as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa com o isolamento e os “ânimos ficaram mais aflorados”.

E está enganado quem pensa que a maior parte dos clientes é formada por pessoas solteiras. Atualmente, a procura é grande por casados que desejam apimentar a relação.

A popularidade do sistema de delivery também favoreceu as vendas, tendo em vista que muitas pessoas ainda se sentem envergonhadas de irem à loja física.

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