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Menos trânsito, mais preocupação: motoristas de app trabalham com medo na quarentena

motorista de aplicativo
Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

O trânsito mais leve do período de quarentena não tem significado mais sossego para os motoristas de aplicativo. Só entre a tarde de segunda-feira (4) e a madrugada desta terça-feira (5), dois deles foram alvos de assaltos na Grande Cuiabá.

E, conforme o presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativos de Mato Grosso (AMA-MT), Cléber Cardoso, a situação é preocupante. Ao LIVRE, ele disse que muitos têm trabalhado com medo e evitado estender a jornada até mais tarde.

“O risco de assalto aumenta muito nesse momento [de pandemia]. Todos nós estamos vulneráveis, pois tem poucos carros na rua”.

Roubos

Na segunda-feira, por volta das 14h45, um motorista de 48 anos foi vítima de um assalto no Bairro Jardim Cuiabá, na Capital.

Ele havia acabado de terminar uma corrida e, assim que parou ao receber um chamado para realizar a próxima, um ladrão armado anunciou o assalto.

O bandido levou um celular, aproximadamente R$ 150 em dinheiro e o próprio carro da vítima: um Peugeot 207. O ladrão fugiu em direção à Avenida Miguel Sutil.

O segundo assalto foi em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), por volta de 00h30.

O motorista de aplicativo de 29 anos recebeu uma solicitação para uma corrida no Bairro Nova Várzea Grande, Pegou quatro passageiros que iriam até o shopping da cidade.

Já próximo ao destino, um deles, do banco de trás, enforcou o motorista e eles informaram que era um assalto.

Eles roubaram a carteira do motorista, R$ 200 e o celular. Ainda o levaram até as proximidades de um campo do Bairro Ipase, ainda em Várzea Grande, onde o abandonaram e fugiram levando o carro, um Renault Sandero.

A Polícia Militar foi acionada, fez rondas na região, mas não encontrou nem os suspeitos, nem o veículo roubado. Nervoso, o rapaz não conseguiu lembrar o login e a senha do rastreador do carro.

Ajuda da PM

Cléber Cardoso diz que, apesar de seguirem trabalhando com medo, os motoristas têm recebido uma ajuda da Polícia Militar, o que, aliás, tem sido essencial para que continuem trabalhando.

“Todos nós estamos no grupo do WhatsApp ‘Sentinela da PM’, comandado pelo capitão Nunes, o qual tem dado uma atenção muito boa para todos nós”, contou.

Segundo Cardoso, com o contato direto com os militares através do grupo, a sensação de segurança tem aumentado aos poucos e eles esperam que isso continue.

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