Menos de 20% das profissões em MT têm potencial para o home office

O assunto "virou moda" durante a pandemia, mas uma pesquisa revelou que são poucos os que têm condições de aderir

Imagem: Freepik

Muito se fala em teletrabalho, também chamado de home office, em tempos de pandemia. Mas um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo IBGE estima que a modalidade é possível apenas para 18,5% das ocupações em Mato Grosso.

O índice é menor que taxa do Brasil, que fica em 22,7%. O Distrito Federal tem o melhor indicador. Lá, 31,5% das profissões têm potencial para serem exercidas à distância. O número, entretanto, está aquém do ideal.

O dado consta na nota técnica “Potencial de Teletrabalho na Pandemia: Um Retrato no Brasil e no Mundo”, divulgada nesta quarta-feira (3).

Uma pesquisa internacional aponta Luxemburgo, na Europa, como o país com maior potencial de trabalho remoto. Por lá, a modalidade poderia se aplicada a 53,4% das ocupações.

O patamar é muito superior ao de economias menos desenvolvidas, como as da América Latina. Na região, o maior percentual é o do Chile: 25,7%.

Já o menor potencial de teletrabalho entre os 86 países pesquisados está em Moçambique, na África, com apenas 5,24% das profissões podendo ser remotas.

Ocupações

As ocupações que têm as maiores probabilidades para o teletrabalho estão nos grupos profissionais das ciências e intelectuais (65%), diretores e gerentes (61%) e trabalhadores de apoio administrativo (41%).

Já para membros das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares, por exemplo, a probabilidade de teletrabalho foi estimada em 0%.

O número também vale para operadores de instalações e máquinas e montadores, para ocupações elementares e para trabalhadores qualificados da agropecuária, florestais, da caça e pesca.

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