Mendes rebate críticas dizendo que grupo de Pivetta vai investir em MT

Governador convocou coletiva de imprensa para defender o projeto que aumenta impostos no Estado

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A Indústria Paraguaya Alcoholes S.A (Inpasa) deve investir R$ 5 bilhões nos próximos anos em Mato Grosso. Uma planta para produção de combustível etanol a base de milho deve ser inaugurada nos próximos dias em Sinop (500 km de Cuiabá). Outra tem previsão de ser construída em Nova Mutum (238 km de Cuiabá).

O anúncio foi feito pelo governador Mauro Mendes (DEM), em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (4). O democrata chamou a imprensa para rebater as críticas ao Projeto de Lei Complementar 53/2019, que altera incentivos fiscais e aumenta impostos em Mato Grosso.

Entre os setores afetados pela proposta estaria, justamente, o de combustíveis, mais precisamente o etanol, cuja alíquota de ICMS passaria dos atuais 10,5% para 12,5% nas operações interestaduais.

Por conta do projeto, o empresário e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, teria afirmado que um grupo empresarial americano – que atua no setor de combustíveis e do qual ele é sócio – teria desistido de investir em Mato Grosso.

O anúncio do interesse da Inpasa no Estado foi feito pelo governador na intenção de rebater essa crítica. Acontece que a planta prevista para Nova Mutum deve contar a sociedade da O+ Participações, empresa que tem entre seus sócios o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT). A própria assessoria do pedetista confirma.

Alíquota baixa

Também na coletiva de imprensa, o governador Mauro Mendes sustentou que a alíquota cobrada sobre o etanol em Mato Grosso – mesmo com o aumento – é a mais baixa do país. Conforme o democrata, em Tocantins, por exemplo, o ICMS cobrado chega a 29%.

Sobre o investimento da Inpasa em Mato Grosso, o próprio diretor executivo da empresa, Rafael Augusto Ranzolin, afirmou que o interesse da empresa surgiu por conta da larga produção de milho do Estado.

O governador destacou que Mato Grosso pode chegar a produzir 50 milhões de toneladas do grão e que boa parte dessa produção seria usada para fabricar o combustível. Com isso, o etanol mato-grossense seria suficiente para abastecer o mercado interno e até ser comercializado em outros estados.

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