Mendes pede criação de “mega” bloco e três deputados podem ser isolados na ALMT

Em reunião nesta quarta-feira (3), governador pediu que 21 deputados componham um único bloco de apoio a seu governo

(Foto: Fablício Rodrigues / ALMT)

O governador Mauro Mendes (DEM) chegou ao terceiro ano de mandato com apenas três deputados estaduais na lista de opositores. A concordância na Assembleia Legislativa é tão grande que, nesta quarta-feira (3), ele pediu que os aliados se reúnam em apenas um bloco. 

“Ele não quer mais de um bloco, como ocorreu no ano passado, com o chamado bloco independente, que tinha muita gente que votava com o governo”, disse o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), na saída de uma reunião com Mendes hoje pela manhã. 

O “bloco independente” é liderado pela vice-presidente Janaína Riva (MDB). Foi criado no primeiro ano de mandato dos deputados de estaduais e, inicialmente, tinha a representação isolada em Wilson Santos (PSDB) – hoje também na base do governo. 

No ano passado, por motivos diferentes, Paulo Araújo (PP), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB) e Allan Kardec (PDT) saíram oficialmente do grupo de apoio para o lado de Janaína. Acontece que eles votaram, assim como base, favoravelmente a projetos encaminhados pelo governo. 

Bloco independente é comandado por Janaina Riva (Foto: JL Siqueira / ALMT)

O pedido de Mendes para um único bloco está na percepção de que o bloco independente é idêntico ao bloco de base. Isso confirmado pela própria fala do governador que vê como opositores somente três parlamentares: Lúdio Cabral e Valdir Barranco, ambos do PT, e Ulysses Moraes (PSL). 

Todos eles tiveram atrito com o governo recentemente sobre a condução de ações na pandemia. Lúdio e Barranco compraram a briga na decisão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) de encerrar turmas em escolas estaduais. Ulysses Moraes, já neste ano, sobre o programa de vacinação contra a covid-19. 

Em discurso de abertura do ano legislativo, realizada nessa terça-feira (2), Mauro Mendes  mandou recado direto para os opositores. “Eu respeito o questionamento de projeto, de ações, mas não com ataques pessoais, com divulgação de mentira para manchar esse Parlamento”, disse.   

Nas duas ocasiões, o governo diz que houve distorção de informação. Na primeira, com a interpretação de que escolas estavam sendo fechadas e, na segunda, de que milhares de doses de vacina teriam sido desviadas. 

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