Meirelles sobre HCs de Lula: sou contra a politização do Judiciário

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato à Presidência da República Henrique Meirelles criticou a “guerra” de decisões sobre a prisão de Lula

(Foto: Suellen Pessetto/ O LIVRE)

Presidente do Banco Central durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro da Fazenda de Michel Temer e pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, Henrique Meirelles, criticou a  “guerra” de decisões judiciais sobre a prisão de Lula ocorrida no último domingo (8).

Logo de manhã, três deputados petistas entraram com pedido de habeas corpus para tirar o ex-presidente da cadeia no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) – que é o responsável pelas ações da Lava Jato e, consequentemente, pelo caso de Lula. Rogério Favreto, que já foi filiado ao PT, deu decisão favorável à liberação de Lula, que logo em seguida foi barrada.

“Sou contra a politização ou tentativa de politização do Judiciário e vamos trabalhar para garantir que o País tenha cada vez mais instituições mais sólidas”, disse Meirelles com exclusividade ao LIVRE em visita a Cuiabá nesta quarta-feira (11).

Mesmo contemporizando o tema, alegando que recursos e decisões fazem parte do processo, Meirelles foi taxativo ao dizer que é contra o uso da Justiça para fins políticos e que as decisões de última instância devem ser respeitadas.

“O que deve prevalecer é decisão da instância superior, que nesse caso é o Superior Tribunal de Justiça. Esperamos que tudo corra bem”, disse o ex-ministro.

Lula está preso desde abril, após ser condenado pelo juiz Sérgio Moro a uma pena de 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP). Mesmo com o petista na prisão, entretanto,  seu partido mantém o seu nome como pré-candidato à Presidência da República.

Domingo

No domingo, uma sucessão de decisões soltou e prendeu o ex-presidente em menos de 3 horas. Primeiro, o desembargador Rogério Favreto determinou a soltura de Lula, ao acatar pedido de protocolado pelos deputados federais do PT Wadih Damous, Paulo Teixeira e Paulo Pimenta. Favreto, que já foi filiado ao PT, exerceu o cargo de secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça no governo Lula e foi nomeado desembargador pela ex-presidente Dilma Rousseff na vaga destinada à advocacia.

Na sequência, o juiz Sérgio Moro, mesmo de férias, divulgou um despacho no qual afirmou que o desembargador não tinha competência para determinar a soltura do ex-presidente. Favreto, por sua vez, reafirmou sua decisão e determinou novamente a soltura imediata de Lula.

Naquela altura, o Ministério Público Federal recorreu da decisão, sob argumento de que o desembargador plantonista não detinha competência para a análise do pedido de habeas corpus.

Por fim, o relator do processo contra o ex-presidente, desembargador João Pedro Gebran Neto, interveio e anulou a decisão que determinava a soltura de Lula, colocando um ponto final na “batalha” judicial envolvendo o ex-presidente, que permanece preso.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorCroácia vira na prorrogação, bate Inglaterra e vai à final da Copa
Próximo artigoMick Jagger é visto torcendo pela Inglaterra e reforça fama de azarado