Medidas dos EUA no mercado da carne bovina não devem afetar Mato Grosso

Mercado norte-americano de importação representou 2,5% das negociações realizadas por produtores estaduais em 2021

Foto: Ednilson Aguiar/O LIVRE

As medidas baixadas pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para aumentar a competividade dos produtores de carne bovina locais não devem causar grande impacto no comércio de Mato Grosso. 

O superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Mauro Santos, diz que as relações comerciais entre Mato Grosso e os EUA representam uma fatia de 2,5% das exportações, o que deve segurar o impacto da intervenção do governo norte-americano. 

“Algum impacto vai ter, porque os produtores de Mato Grosso exportam carne bovina para lá, mas a representação deles no total das relações comerciais é mínima. No ano passado, mesmo com o embargo da China, o melhor resultado para Mato Grosso continuou com os chineses”, afirmou. 

Mato Grosso negociou cerca de US$ 1,4 bilhão com os países importadores de carne bovina de janeiro a dezembro de 2021. Os Estados Unidos representam cerca de US$ 44,4 milhões do total, uma fatia de 2,5%. 

No topo da lista de clientes, além da China, estão Hong Kong, Chile, Itália e Egito. Os EUA ocupam a sétima posição. 

O presidente Joe Biden anunciou na terça-feira (4) algumas medidas para aumentar a competividade do mercado nacional e segurar o preço da carne bovina. Assim como outros países, os Estados Unidos atravessam um momento de escalada da inflação. 

Entre as medidas anunciadas, está um portal de internet no qual os produtores podem denunciar práticas abusivas de comércio, e uma ajuda federal no valor de 1 bilhão de dólares para incentivar produtores independentes. 

No dia do anúncio, o valor das ações de empresas brasileiras do setor, como Marfrig e JBS, caiu na Bolsa norte-americana.   

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