Judiciário

Médicos acusados por esquema na Saúde de MT são transferidos de prisão

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Camilla Zeni

A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou a transferência do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Corrêa, e dos médicos Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Corrêa para uma unidade militar. A transferência aconteceu na sexta-feira (12). Antes eles estavam no Centro de Custódia da Capital (CCC).

Huark e os demais médicos são acusados, pelo Ministério Público Estadual (MPE), de integrar o “núcleo de liderança” de uma suposta organização criminosa que tinha como objetivo “monopolizar a Saúde de Mato Grosso por meio de contratos e licitações fraudulentas”.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo usava influência política para conseguir manter três empresas de saúde como prestadoras de serviço. A defesa dos três médicos, patrocinada pelo advogado Hélio Nishiyama, chegou a pedir a liberdade dos envolvidos no Superior Tribunal de Justiça, que negou o pedido no início do mês.

Os três médicos foram presos pela segunda vez no dia 29 de março, quando o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Alberto Ferreira, reformou uma primeira liminar, concedida por ele mesmo, que dava a liberdade para os acusados, presos pela primeira vez na 2ª fase da Operação Sangria, em dezembro de 2018.

No dia 10 de abril, porém, a Segunda Câmara Criminal do TJMT decidiu soltar outras quatro pessoas acusadas de integrar a suposta organização. São eles, Celita Natalina Liberali Weissheimer, Fábio Alex Taques Figueiredo, Kedna Iracema Fontenele Servo Gouvea, e o ex-secretário-adjunto de Saúde, Flávio Alexandre Taques da Silva.

Segundo a denúncia, eles seriam do “núcleo subalterno” do suposto esquema.

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