Médico acusado de ameaçar quatro namoradas é solto pela Justiça após 10 dias

No início do ano, o médico ameaçou “retalhar” a filha da ex-namorada e, recentemente, foi preso por ameaçar outra mulher

Foto: Reprodução

Dez dias depois de ser preso pela segunda vez em 2019, o médico Emilson Miranda Junior, de 31 anos, foi solto pela Justiça. A decisão, da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, atendeu a um pedido do advogado do acusado.

Emilson foi preso no dia 12 de novembro para cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido contra ele. Ele foi acusado de ameaça e lesão corporal, com agravante da Lei Maria da Penha.

Ao analisar o pedido do advogado, Rodrigo Araújo, a juíza Ana Graziela Vaz decidiu que mantê-lo preso não seria necessário. Ela, contudo, determinou medidas cautelares ao acusado, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

A vítima da agressão também deverá receber o chamado “botão do pânico”. O dispositivo é conectado à tornozeleira de Emilson e vai avisá-la se o homem se aproximar.

O processo contra o médico segue na Justiça para condenação ou absolvição. Porém, as informações estão em segredo de Justiça.

Namorado agressivo

Emilson já tinha sido preso no dia 25 de março. Ele teria espancado a namorada e ameaçado “retalhar” a filha da companheira. O caso aconteceu em um bairro nobre de Cuiabá, no dia 15 de fevereiro, durante uma discussão do casal.

Quando a mulher registrou o caso na polícia, ela contou que Emilson ameaçou cortar sua filha “em mil pedaços”. A menina é fruto de outra relação da mulher.

Segundo o relato, a vítima foi proibida de contar sobre a agressão ao ex-marido, que é juiz da Vara de Violência Doméstica em Mato Grosso. Emilson teria dito que, se ela contasse, ele iria matar o magistrado.

Dessa prisão o médico conseguiu liberdade em 4 de abril.

Outras denúncias

Além desse caso, também pesa contra o médico outras denúncias feitas por namoradas. Em 2016 ele teria perseguido uma ex-namorada, tentado reatar o relacionamento. Ele teria chegado a ir ao trabalho dela, ameaçando pedir sua demissão.

No ano seguinte, outra namorada registrou boletim de ocorrência alegando que ele apresentava “comportamento possessivo”.

A mulher, de 35 anos, disse que ele lhe deu um tapa no rosto e um soco na nuca, além de tê-la xingado. Ela pediu medidas protetivas contra o médico e acabou registrando outros dois BOs por descumprimento da ordem judicial.

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