Medeiros acha que relação do presidente com Congresso pode se complicar

Ele lembra que governo depende dos deputados e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para aprovação de reformas

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, José Medeiros (Pode), viu com preocupação os ataques destinados ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), durante as manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) que ocorreram neste domingo (26). Para ele, as manifestações de apoio mostram que parte do país deseja um presidencialismo forte, com uma concentração maior de poder no mandatário da Nação, mas pondera que o Brasil possa não estar preparado para viver esse novo momento.

Medeiros foi entrevistado nesta segunda (27) pelo Jornal da Pan, da Jovem Pan FM, e avaliou os atos de domingo como positivos. Para ele, um número significante de pessoas saíram às ruas para manifestar apoio à agenda do presidente, ainda que não tivesse o apoio dele na organização dos atos.

O deputado contou que nos bastidores de Brasília o governo tem tocado sua agenda que classifica de nova política, sem distribuir os cargos da União entre os partidos. Já no Congresso, os parlamentares têm buscado seguir seus trabalhos independentes do governo federal. “Essa semana é muito decisiva, o presidente Rodrigo Maia disse que independente das manifestações iria tocar a pauta e eu espero que seja assim”, disse o deputado.

Comentou ainda que o ‘caldo’ já está quente em Brasília e espera que os ataques sofridos pelo presidente Rodrigo Maia não aumente ainda mais o clima de tensão entre os Poderes. Em sua avaliação, o presidente tem um estilo diferente de governar que pode ou não dar certo. Para ele, o Jair Bolsonaro busca passar a ideia de fazer um ‘presidencialismo puro’ e que isso ainda está sendo assimilado pelo Congresso.

Destacou ainda que os militares do governo seriam os pensadores desse novo jeito de governar, de outro lado, destaca também a influência do pensador Olavo de Carvalho, que mesmo com as recentes crises, ainda exerce seu poder de influência no novo governo. Outra ala do governo teria grande influência do ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas, em sua visão, ainda falta um maestro para ‘tocar a orquestra’. Como foram Eliseu Padilha e Moreira Franco, no governo de Michel Temer (MDB), que pensam o governo como um todo.

Reconciliação

Para o deputado, esse é o momento de reconciliação do governo com sua base, lembrou que o partido Novo e o MBL, por exemplo, sempre votaram com o governo, mas não deram apoio às manifestações do último domingo e foram alvos de ataque dos bolsonaristas. “Isso não pode acontecer, alguém do governo precisa desautorizar esse tipo de coisa”, disse o vice-líder do governo na Câmara.

Medeiros disse que há uma vontade tanto do governo, como do Congresso de acertar, mas cada um da sua forma. O deputado não se disse mais preocupado, mas está focado nas reações das Casas Legislativas.  

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