Mauro Savi pede registro de candidatura e DEM aguarda renúncia de outro candidato

Deputado quer concorrer à reeleição depois de sair do CCC acusado de corrupção no Detran

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Quatro dias depois de deixar a prisão, o deputado estadual Mauro Savi pediu à direção do DEM para ser candidato à reeleição no pleito deste ano. Ele protocolou na sede do partido, na tarde de terça-feira (28), um requerimento para ser registrado como candidato. Para que o registro da candidatura seja feito na Justiça Eleitoral, é preciso que algum dos candidatos já registrados pelo partido desista da disputa.

[featured_paragraph]“Ele enviou o documento informando que quer ser candidato. Mas precisa haver vaga na coligação. Se houver, há possibilidade de o DEM fazer essa indicação. Haverá uma deliberação do partido para isso”, disse o presidente regional da sigla, o deputado federal Fabio Garcia, ao LIVRE. [/featured_paragraph]

O DEM registrou seis homens como candidatos a deputado estadual e três mulheres. O secretário-geral do DEM, Julio Campos, informou que é preciso que um dos homens recue do projeto eleitoral para que Savi seja registrado. Depois disso, ele deve apresentar o pedido de substituição à direção da sigla.

“Depois de abrir a vaga, Mauro Savi vai enviar os documentos e vamos reunir a executiva para apreciar a substituição”, explicou Julio ao LIVRE.

A assessoria de Mauro Savi, por sua vez, informou que o deputado ainda não pediu registro da candidatura, pois a vaga ainda não foi aberta. Dessa forma, segundo a assessoria, o pedido será feito depois que algum dos candidatos desistir.

Dois deputados estaduais disputam a reeleição pelo DEM: o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, e Dilmar Dal’Bosco. Também concorrem Acacio Falcão, Tulio Casado, Jeremias Prado, Luiz Salgueiro, Ilizeht “Bebê da saúde”, Ester Ferreira e Patricia Sena.

Mesmo depois de registrado, Savi deve ter dificuldades na realização da campanha em função das medidas restritivas, como ficar em casa durante a noite e nos dias de folga. Ele foi o deputado estadual mais votado nas eleições de 2014, com 55 mil votos.

Acusado de corrupção

O deputado foi preso em 9 de maio, acusado de liderar um esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), e deixou o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) na sexta-feira (24). A decisão de soltá-lo foi tomada pelo Tribunal de Justiça na quinta-feira (23). No mesmo dia, os desembargadores acataram denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) contra Savi e o tornaram réu em dois processos, das operações Bereré Ventríloquo.

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