Mauro Mendes: Taques fez 3 mil pagamentos de saúde sem licitação ou contrato

Democrata diz que Secretaria de Saúde herdou R$ 613,3 milhões em dívidas da gestão anterior, sendo R$ 438,4 milhões somente de 2018

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em evento com prefeitos de todo o Estado, o governador Mauro Mendes (DEM) acusou a gestão Pedro Taques (PSDB) de ter efetuado, somente em 2018, quase três mil pagamentos na Secretaria de Saúde sem que os serviços tivessem sido formalizados por meio de contratos ou processos licitatórios.

“O nível de descontrole e desorganização do Estado é absolutamente infernal e a secretaria mais desorganizada é a de Saúde. Dá para imaginar um negócio desses, só na base indenizatória, não é contrato emergencial, o cara emitiu uma nota, entregou lá e o pagamento foi feito. Quando eu vi isso, até arrepiei”, declarou o governador.

Mauro Mendes disse que as informações sobre os pagamentos foram repassadas ao Ministério Público do Estado (MPE), oportunidade em que comparou a situação do Estado com um pagamento feito pela Prefeitura de Cuiabá em 2016, quando ainda exercia o cargo de prefeito.

“Eu disse para o Ministério Público que, quando eu fui prefeito, teve um indenizatório e eles abriram um processo contra o secretário, que, lamentavelmente, não está mais entre nós. Colocaram meu nome, o do Rogério Gallo, que era procurador do município. Fizemos um, em 2018, foram feitos quase três mil indenizatórios, sem licitação, sem contrato”, disparou.

O Ministério Público instaurou um inquérito civil contra Mauro para apurar supostas irregularidades na contratação, sem processo licitatório ou dispensa de licitação, de uma empresa para realizar uma obra no prédio da Secretaria Municipal de Saúde no valor de R$ 381,4 mil, em 2016.

Diagnóstico da Saúde

Durante o encontro, intitulado de Fórum de Governo e Prefeituras, o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, fez um balanço para os prefeitos dos 90 dias de gestão à frente da Pasta, bem como um diagnóstico da situação da Saúde no Estado.

Segundo ele, a secretaria herdou um passivo das administrações anteriores de R$ 613,3 milhões, sendo R$ 438,4 milhões somente de 2018. “Somente de 2018 são R$ 187,7 milhões de restos a pagar de fornecedores, R$ 171 milhões de repasse Fundo a Fundo e R$ 79 milhões de pessoal. Ou seja, iniciamos 2019 com mais de 30% do nosso orçamento comprometido para pagar dívidas”.

Figueiredo ressaltou, contudo, que os repasses de 2019 para os municípios estão em dia e que o governo está elaborando um plano para pagamento das dívidas referentes aos anos anteriores, que pretendem quitar, no máximo, até 2020.

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1 COMENTÁRIO

  1. Governador tá hora de trabalho e não de picuinha. Está querendo justificar seu péssimo trabalho até o momento? Aliás trabalho é uma palavra muito forte e o certo é empurrar com a barriga e mentir bastante. As estradas estão matando e até agora nada do governo aparecer.

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