Mauro Mendes promete cortar o salário de servidores em greve

O governador Mauro Mendes destacou que um aumento teria impacto de R$ 200 milhões em 2019

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em meio à greve de professores que atinge metade das escolas de Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (DEM) voltou a afirmar que o Estado não tem condições de dar o aumento de 7,69% aos profissionais e que usará uma decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2016 para cortar o ponto dos grevistas.

“Existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal que diz que o Poder Público tem o dever e precisa cortar o ponto do servidor que faz greve”, afirmou o governador.

Mauro Mendes lembrou que a carga tributária em Mato Grosso já é alta e que o Estado não tem de onde tirar dinheiro para pagar o aumento dos professores e teria que aumentar ainda mais os impostos cobrados pelo governo. O democrata lembrou da situação do caixa do Estado, disse que o Estado não consegue terminar o mês com um saldo positivo em suas contas. 

Disse ainda que o impacto do aumento aos professores seria de R$ 200 milhões anuais.

Mauro Mendes lembrou que em janeiro deste ano, quando assumiu o governo, metade das viaturas de polícia foram recolhidas pela empresa de aluguel porque o Estado não tinha efetuado com regularidade o pagamento dos débitos.  

“Embora seja justa a luta dos professores, nós reconhecemos isso, os professores de Mato Grosso já têm hoje o terceiro melhor salário entre os 26 Estados do país e o Distrito Federal”, destacou.

Falta de diálogo

O governador também respondeu às críticas feitas pelo sindicato que representa os professores da rede estadual, de que sua gestão não estaria aberta ao diálogo. Segundo o governador, as rodadas de negociações estão acontecendo.

“Na semana passada foram duas reuniões, estamos aberto a dialogar, ter diálogo significa o quê? Fazer o que se pede? Sentamos com o sindicato, o que mais precisa fazer para demonstrar que estamos dialogando?”, questionou, destacando a existência de diálogo entre as partes.

Os professores paralisaram suas atividades nessa segunda (27).  

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