Mauro Mendes foi eleito com mais votos do que Pedro Taques em 2014

Esta é a primeira vez em Mato Grosso que um governador não consegue ser reeleito

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Mauro Mendes (DEM) foi eleito governador com 6.306 votos a mais do que o atual, Pedro Taques (PSDB), em 2014. No pleito de 2018, o democrata conquistou 840.094 mil votos e o tucano, que em 2014 estava no PDT, foi eleito com 833.788 mil votos.

Esta é a primeira vez em Mato Grosso que um governador não consegue ser reeleito. Taques ficou em terceiro lugar, atrás do postulante do PR, Wellington Fagundes.

Nas pesquisas de intenção de votos, realizadas durante as eleições, Taques aparecia com alto índice de rejeição. O tucano enfrentou sua primeira crise em 2016, quando passou por um desgaste com os servidores públicos estaduais.

À época, o atual governador anunciou que não pagaria a Revisão Anual Geral (RGA). Os funcionários efetivos chegaram a realizar uma greve geral, de cerca de 30 dias.

Outro ponto que abalou o mandato de Taques foi a operação Rêmora, deflagrada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em maio de 2016. A operação investigou irregularidades em licitações para construção e reforma de escolas realizadas pela Secretaria Estadual de Educação.

Em maio de 2017 estourou o maior escândalo do atual governo, as escutas telefônicas ilegais, que ficaram conhecidas como a “Grampolândia Pantaneira”. O caso resultou na prisão de 13 pessoas, incluindo o secretário-chefe da Casa Civil e também primo do governador, Paulo Taques.

Além das prisões, a Grampolândia Pantaneira causou a exoneração de quatro secretários de Pedro Taques, nove investigações criminais e crises institucionais entre o Poder Executivo e o Judiciário estaduais.

A investigação sobre o suposto envolvimento do governador Pedro Taques (PSDB) e demais membros do Governo do Estado nas escutas ilegais está nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em fevereiro de 2018, a gestão de Pedro Taques também foi abalada com a operação Bereré, que investigou um esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Mato Grosso.

Ainda em 2018, no mês de maio, houve a operação Bônus, que foi uma continuação da Bereré. O esquema fraudulento foi denunciado pelo irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (ex-MDB), Antônio Barbosa, em delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação mais recente foi deflagrada em setembro deste ano. A “operação Catarata” apura fraudes na Caravana da Transformação, programa criado pelo governador Pedro Taques.

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