O governador Mauro Mendes negou relação política entre a defesa da anistia e figuras políticas renomadas, como Lula e Bolsonaro.
O pedido de revisão das penas teria inteiramente cunho jurídico, porque os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estariam exagerando nas condenações.
“A anistia não tem nada a ver com Lula, Bolsonaro ou [Ronaldo] Caiado, não podemos misturar coisas muito diferentes. As pessoas que foram lá em Brasília no dia 8 de janeiro [de 2023] e invadiram prédios públicos, cometeram um crime. Se cometeram um crime, tenham que ser penalizadas. Mas a pena que elas estão recebendo não são razoáveis. Falar que elas estão querendo golpe? Elas foram movidas por paixão coletiva”, disse.
Mauro Mendes comentou esta semana a situação da anistia dentro de seu partido, o União Brasil. Os deputados federais apresentaram um pedido para que o projeto fosse acelerado na Câmara Federal, e as posições no União ficaram dispersas, com parte apoiando Bolsonaro, a favor da anistia, parte apoiando Lula, que é contra.
Sete dos oito de deputados de Mato Grosso apoiaram a celeridade no trâmite. A metade deles está filiada ao União Brasil. O deputado Emanuelzinho (MDB) foi o único a não endossar o pedido. Mauro Mendes já participou de dois atos pró-anistia.
A anistia é cobrada para as pessoas condenadas até o momento por invasão a prédios públicos em janeiro de 2023. Os condenados estavam em meio a manifestantes que invadiram o Congresso e o STF e depredaram os prédios. Eles queriam que a eleição, de 2022, que elegeu Lula, fosse cancelada.




