Mauro Mendes diz que Brasil pode cobrar “reciprocidade ambiental” de países ricos

Governador diz que o volume de produção nacional e o tamanho do território preservado dão lastro para negociação

(Foto: Reprodução/Secom MT)

O governador Mauro Mendes disse nesta quarta-feira (10) que o Brasil deve defender uma política de “reciprocidade ambiental” aos países que cobram adoção medidas na produção econômica, para reduzir o aquecimento do planeta. 

Ele afirmou que o Brasil tem condições de estabelecer uma contraposição, no trading mundial, de cobranças aos Estados Unidos, França, China, Alemanha, por exemplo, no comércio de importação. 

“O que eu propus foi exigir de todos os países aquilo eles exigem de nós. Quando eles querem comprar de nós, eles querem ter tudo certinho na pasta ambiental, então, vamos exigir isso dos franceses, vamos exigir rastreabilidade. O Brasil precisa encarar isso de frente”, disse. 

O governador apresentou hoje um balanço das reuniões com autoridades públicas e privadas dos países envolvidos no debate ambiental na COP-26, em Glasgow, na Escócia.  

Segundo Mauro Mendes, o Brasil tem uma das maiores produções agropecuárias no mundo, mesmo sob a legislação ambiental mais restritiva, na comparação com os países ricos. Em miúdos, os Estados brasileiros conseguiriam produzir mais em um espaço de hectares menor do que França, Dinamarca, China, na proporção do território nacional. 

“Aqui a gente tem que passar longe da APP (área de preservação permanente), o rio passa quase incólume. Mas, você anda pelas cidades chiques, as grandes cidades europeias, os rios que correm dentro da cidade estão todos concretados. Só Brasil está errado e eles todos estão certos?”, comentou. 

O exemplo dado por ele é a Dinamarca, onde 68% do território nacional está liberado para a produção agropecuária. No Brasil, 62% está sob preservação ambiental.

O governador evitou comentar a ausência do presidente Jair Bolsonaro na conferência do clima, mas afirmou a “figura de um gestor nacional, de qualquer país, é grande”.

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