A prisão de Raffael Amorim de Brito, apontado como o executor do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, foi resultado de uma determinação direta do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), que acompanhou pessoalmente o trabalho das forças de segurança ao longo de mais de um ano de investigação.
Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, a captura do suspeito fazia parte de uma missão clara dada pelo governador logo após o crime: localizar e prender o responsável pela morte do policial, independentemente de onde ele estivesse escondido. Raffael foi preso nesta quarta-feira (7), no Rio de Janeiro, quase dois anos após o homicídio.
De acordo com Roveri, o desafio era grande, já que o investigado estava oculto no Complexo do Alemão, uma das áreas mais sensíveis do Rio. Ainda assim, as forças de segurança de Mato Grosso mantiveram o monitoramento contínuo do suspeito, com apoio de equipes locais e atuação intensa do setor de inteligência.
“Foi uma missão dada pelo governador: prender o assassino do policial. Não aceitar que um agente da segurança pública seja morto e o crime fique impune”, afirmou Roveri, ao destacar que a determinação partiu diretamente do chefe do Executivo estadual.
Missão de um ano
O secretário explicou que a operação de inteligência durou mais de um ano e foi conduzida de forma técnica, com acompanhamento em tempo real. O governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta, o próprio Roveri e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Fernando Tinoco, acompanharam toda a ação diretamente do gabinete do governador, com acesso a imagens de drones e registros feitos pelas equipes em campo.
A abordagem ocorreu quando Raffael estava dentro de um veículo. Imagens mostram o momento em que ele é retirado do carro, imobilizado e recebe voz de prisão em via pública. A captura encerrou um período de quase dois anos de buscas pelo suspeito.
A ação envolveu a Diretoria da Agência Central de Inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso, a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), da Polícia Federal, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso.
Longa ficha criminal
Além da acusação de homicídio, Raffael Amorim de Brito possui antecedentes criminais por estupro, roubo e tráfico de drogas. Após autorização judicial, ele será transferido para Mato Grosso, onde responderá pelos crimes e pelos mandados de prisão em aberto.
O crime ocorreu em Cuiabá, quando o sargento Odenil Alves Pedroso foi baleado na cabeça enquanto trabalhava para complementar a renda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro. Ele chegou a ser socorrido e passou por cirurgia no Hospital Municipal de Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.
Odenil era lotado no 3º Batalhão da Polícia Militar, ingressou na corporação em 1998 e era natural de Rosário Oeste. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aponta que o militar tenha sido vítima de latrocínio.





