Mauro Mendes defende governo federal sobre ações no Pantanal

Governador disse que a proporção "gigantesca" de focos de incêndios está relacionada a acúmulo de material orgânico e estiagem prolongada

(Foto: Reprodução/Mayke Toscano/Secom-MT)

O governador Mauro Mendes (DEM) defendeu a posição do governo federal sobre as ações de combate aos incêndios florestais no Pantanal. Ele negou que tenha havido demora em resposta do Ministério do Meio Ambiente, com medidas mais arrojadas para controle dos focos de calor e afirmou que a proporção do caso cresceu por causa de fatores múltiplos.

“Nós começamos a operação [de combate a incêndios] no Pantanal no mês de julho, quando tiveram os primeiros focos de incêndio. Desde o primeiro momento, a Marinha e o Exército sempre tiveram presentes ao nosso lado. Essa conversa, querendo atacar o governo federal, de que ele demorou, isso é uma mentira plantada por alguns”, disse.

A declaração foi feita durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (28), na assinatura de convênio para socorrer a agricultura familiar e combater a insegurança alimentar no Estado, com a presença do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

O governador classificou a situação das queimadas no Pantanal como “gigantesca”, que teria “dobrado, aumentado” devido às dificuldades de acesso a áreas com focos de incêndio e ao acumulo de material orgânico por 14 anos na região pantaneira, o que teria servido de acelerador para o fogo.

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“Alguns incêndios que começaram em terras indígenas – colocados talvez por minhoqueiros -, que comprovadamente aconteceram, tomaram proporções gigantescas devido às condições de climáticas, de muito tempo sem chuva e material orgânico seco no Pantanal”, disse.

O ministro Onyx Lorenzoni disse ver atrito político sobre os incêndios, tanto no Pantanal quanto na Amazônia. Segundo ele, os episódios de queima em áreas são usados por competidores internacionais para criar barreiras à produção do agronegócio brasileiros.

“Até o início dos anos 2000, a maior barreira comercial do mundo se chamava [febre] aftosa. Para se exportar um quilo de soja, tinha que provar que não tinha aftosa naquela propriedade. Como nós controlamos a doença no Brasil e na América Latina, trocam de barreira. A maior barreira hoje é a mentira sobre a preservação da floresta”, disse.

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