|Quarta-feira, 14 novembro 2018
(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Mauro Mendes avisa que não vai sacrificar o Estado pelo agro e nem por servidores

O governador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes, admite a possibilidade de taxar o agronegócio

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Frente à crise financeira do Estado, a discussão sobre a eventual taxação do agronegócio e a ameaça de greve por parte dos servidores públicos devido ao atraso no pagamento da parcela da Revisão Geral Anual (RGA), o governador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), deixou claro que não irá “sacrificar” os cofres públicos em função de determinado setor.

“O Estado não pode viver em função de nenhum tipo de categoria ou segmento, seja o agronegócio ou o servidor”, declarou o democrata na última quarta-feira (06), ao admitir a possibilidade de taxar o agronegócio e se posicionar contra o pagamento da RGA neste momento, em virtude da situação econômica de Mato Grosso.

Embora tenha admitido a possibilidade de cobrar impostos do agronegócio, por sua vez, o governador eleito ponderou que não adianta aumentar a receita do Estado só para cobrir despesas já criadas, pois o governo continuaria devendo hospitais e estradas à população, por exemplo.

“Hoje existe um rombo na previdência de R$ R$ 1,1 bilhão. Só para pagar esse rombo, precisamos de R$ 1,1 bilhão. Vamos trabalhar muito para melhorar as receitas, mas temos que trabalhar muito também para segurar as despesas, ou vamos arrumar dinheiro novo para tapar buraco velho”, pontuou.

Mauro Mendes ressaltou ainda que não teme o embate com qualquer setor ou categoria e que, ao se candidatar ao cargo de governador, tinha consciência das dificuldades que iria enfrentar.

“Não entrei enganado, sei que é difícil. Não me candidatei a salvador da pátria, me candidatei a governador e vou fazer o meu papel, vou falar a verdade, vou mostrar as duras realidades. Agora, todo mundo tem que colaborar para sair desse buraco, estamos atolados e cabe a todos contribuir para que saiamos dessa situação. Vou fazer minha parte e espero que todos façam as suas”, declarou o democrata.

Contração de Empréstimos

Para o vice-governador eleito, Otaviano Pivetta (PDT), o melhor caminho para aumentar a arrecadação é a contração de empréstimos por parte do Governo do Estado. Em sua opinião, se Mato Grosso investir, por exemplo, R$ 10 bilhões em infraestrutura, em 15 anos, pode dobrar o Produto Interno Bruno (PIB), que hoje é de R$ 125 bilhões.

“Se precisar aumentar a arrecadação, nós podemos fazer por duas vias: aumentando os impostos, que a sociedade não aceita e nós também achamos que não é mais possível, ou tomando dívida para desenvolver o Estado e pagar com o crescimento econômico que vai ter. O Estado tem solução, não precisamos fazer com que a sociedade sofra ainda mais”, pontuou.

Pivetta disse ainda que é a favor da simplificação do sistema de arrecadação. “Já temos o Fethab 1 e o Fethab 2, primeiro temos que entender a situação financeira e econômica do Estado, fazer o dever de casa e convidar todos os Poderes a dar as mãos, fazer a mesma leitura”.

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