Mauro Mendes aponta falta de clareza na distribuição de vacina aos Estados

Governador afirmou que critérios do governo federal deixam a população sem entender porque um Estado recebe mais vacinas que outros

(Foto: Mayke Toscano)

O governador Mauro Mendes (DEM) se reuniu, nesta sexta-feira (26), com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também democrata, e outros governadores para tratar de temas relacionados ao combate à covid-19.

Na pauta: a falta de insumos, de vacinas, de oxigênio e de leitos de UTI nos hospitais públicos e privados de todo o país. Também o funcionamento do comitê nacional criado para enfrentar a crise.

No encontro, Mendes apontou a falta de clareza nos critérios para distribuição de vacinas por parte do Ministério da Saúde e cobrou liderança do presidente Jair Bolsonaro.

“O Plano Nacional de Imunização precisa ter mais clareza. Não temos clareza no critério de distribuição de vacinas”, pontuou, levanto questões sobre a divisão das doses: “a população tem dificuldades em entender porque um Estado recebe mais vacinas que o outro”.

Mendes, que já havia “alfinetado” a condução do governo federal diante da pandemia, reforçou as críticas: “É preciso que haja uma coordenação pelo presidente da República, por esse comitê, para que realmente una o Brasil em torno de ações, que traga resultado, salve vidas e ajude toda a população”, defendeu.

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Vacinas para Mato Grosso

Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde anunciou o envio de um novo lote da vacina aos Estados. São 4.222.320 de doses de vacinas produzidos pela AstraZeneca/Oxford importadas da Coreia do Sul e da Coronavac, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.

Seguindo os critérios, Mato Grosso deve receber 54 mil doses de imunizantes, sendo 42 mil da CoronaVac e 12 mil da AstraZeneca/Oxford.

A previsão é de que as entregas ocorram até sábado (27). O governo federal alega que a distribuição é feita de forma proporcional e igualitária a todos os Estados e o Distrito Federal.

A nova remessa de vacinas permitirá a ampliação da vacinação para mais um grupo prioritário: o de idosos entre 65 e 69 anos. Além disso, também atenderá o restante dos trabalhadores da saúde, idosos entre 70 e 74 anos e comunidades quilombolas.

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