O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (25) que o Brasil precisa enfrentar a criminalidade com mais rigor. Para ele, a escalada da violência, em especial os feminicídios, exige medidas exemplares, como a prisão perpétua e até a pena de morte para criminosos que demonstram total desprezo pela vida.
Durante a assinatura de um protocolo de cooperação com o Poder Judiciário e o Ministério Público Estadual para reforçar a rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, Mauro disse estar envergonhado com os números que colocam Mato Grosso entre os estados com maior índice de feminicídios do país.
“Temos feito nossa parte, investido em tecnologia, criado Delegacias da Mulher, implantado Patrulhas Maria da Penha, mas mesmo assim 39 mulheres foram assassinadas neste ano. Dessas, apenas cinco tinham medidas protetivas. Ou seja, 34 perderam a vida de forma covarde sem sequer um registro anterior. Isso mostra que o problema não é só estrutural, é cultural, e só mudaremos isso com leis mais duras”, afirmou.
Mauro destacou que, em diversos países considerados hoje entre os mais seguros do mundo, a redução drástica da criminalidade só aconteceu após a adoção de legislações rígidas. “Em muitos deles houve pena de morte ou prisão perpétua. Isso mudou o DNA da sociedade, criou uma cultura de respeito à lei e à vida. Depois de consolidada essa cultura, alguns países até aboliram essas punições, porque a violência praticamente desapareceu. O Brasil precisa encontrar um novo caminho, e esse caminho passa pelo endurecimento das penas”, pontuou.
Medidas integradas em Mato Grosso
O protocolo assinado prevê ações coordenadas entre governo, Judiciário, Ministério Público e demais órgãos de segurança para ampliar o monitoramento de agressores e dar respostas mais rápidas às vítimas. Entre as medidas estão o uso de tornozeleiras eletrônicas, maior integração dos sistemas de segurança e campanhas para incentivar denúncias de violência doméstica.
Para Mauro, além da atuação imediata da rede de proteção, é essencial que os agressores sintam o peso da lei. “Se a pena para feminicídio é de 40 anos, o criminoso precisa ter a certeza de que vai cumprir. Só assim vamos mudar essa triste estatística e salvar vidas”, concluiu.





