Mato Grosso pode ter participação reduzida no Palco Giratório

Festival é considerado o maior do país e o evento que mais traz peças de teatro e dança para o Estado

Rumores de que Mato Grosso deixaria de ser contemplado com as ações do projeto Palco Giratório, circuito de artes cênicas realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), têm rondado o segmento cultural nas últimas semanas.

Questionado sobre as informações extraoficiais de que o Sesc Mato Grosso “saíria” do circuito, o diretor da instituição, Carlos Alberto Rissato, negou que haja qualquer mudança significativa em relação ao Palco Giratório no Estado por parte do departamento regional, já que o projeto é nacional. Ele admite, no entanto, que o número de atividades pode sofrer redução.

O festival, considerado o maior do país, é o evento que mais traz peças de teatro e dança para Mato Grosso, além de levar espetáculos mato-grossenses para circular por diversas regiões. Em 2018, mais de 30 espetáculos teatrais, 10 oficinas e diversas ações de artistas e projetos oriundos dos quatro cantos do país chegaram a Cuiabá e Rondonópolis no mês de maio.

“Ninguém entra ou sai do Palco Giratório. Houve alteração no conceito do projeto, que é do departamento nacional e, assim como outros projetos itinerantes, tem um tempo de duração. Nós participamos do Palco Giratório e ainda iremos receber alguns espetáculos que são custeados, parte pelo departamento nacional, parte pelo Sesc Mato Grosso”, afirmou Rissato ao LIVRE.

O quanto será reduzido e os motivos da redução, segundo ele, só poderá ser “calculado” quando a programação do Palco Giratório em Mato Grosso estiver fechada. Segundo ele, a quantidade de espetáculos pode partir da demanda de cada região. “Se reduz a intensidade aqui em Mato Grosso, aumenta em algum outro Estado, até a hora que o projeto percorreu todo o Brasil e se extingue por si só”.

O que diz o Sesc nacional

O departamento nacional do Sesc negou que o Palco Giratório esteja passando por mudanças e salientou que a quantidade de peças que compõem a programação de cada Estado fica a cargo da administração local.

“A programação é definida de acordo com cada Departamento Regional, dentro de sua grade de atividades. Dessa forma o número de espetáculos apresentados em cada Estado não é necessariamente igual. Os Departamentos Regionais têm autonomia de gestão e são responsáveis pela elaboração de suas programações, de forma a atender suas demandas e manter a diversidade tão rica de nosso país”, informou.

Já a decisão sobre quais e quantos espetáculos mato-grossenses irão circular nesta edição, fica a critério de uma equipe de curadores de todo o país.

“Mato Grosso já teve importantes participações na programação nacional do Sesc, sendo de grande relevância no trabalho de cultura promovido pela Instituição. A circulação de trabalhos dos estados não é uma decisão do Departamento Nacional, mas sim o resultado de uma seleção feita por curadores do Sesc de todo o país, sem qualquer decisão prévia”.

Em 2019, o circuito percorrerá todo o Brasil a partir de 28 de março, alcançando 138 cidades com 642 apresentações artísticas de 20 companhias, além 1.382 horas de oficinas, intercâmbios e debates. Participação mato-grossense ainda não foi divulgada.

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