15 de abril de 2026 22:37
Cidades

Mato-grossenses vão evitar festas para não gastar demais no Carnaval

Foliões nas ruas durante o carnaval
Foto de Julia Oviedo
Julia Oviedo

Seis em cada 10 brasileiros pretendem cair na folia no feriadão de Carnaval. O levantamento é da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) que também apontou que o gasto médio do consumidor durante o período será de R$ 633,97.

Em Cuiabá, no entanto, nem todo mundo pretende “gastar”. Rosane Graneto, que trabalha em uma loja de shopping, quer que o feriado sirva para “ganhar”. Ela vai passar o feriadão trabalhando, vai ter folga só na terça-feira (5) e não pretende sair de casa nem mesmo à noite.

“Nunca gostei de Carnaval. Uma vez até fui em Santo Antônio de Leverger, mas não costumo animar muito para essas festas. Tenho um bebê de oito meses, então, enquanto não estiver em casa com ele, vou estar trabalhando”, explicou a jovem de 25 anos.

Gerente financeira, Ana Claudia Reiner pretende gastar mais do que a média apontada pela pesquisa, mas não é para cair na folia, não. “Esse ano eu quero é sossego junto com a minha família. Já até planejei e vou para o Manso com meus dois filhos e com as noras. Quando é viagem assim, sempre acaba sobrando para a mãe pagar”, brincou, dizendo que pretende gastar de R$ 800 a R$ 1 mil durante os quatro dias de feriado.

O levantamento da CNDL apontou que serviços de hospedagem em hotéis ou pousadas corresponde a 17% dos mais procurados pelos brasileiros nesse período festivo. Já os bares e restaurantes podem ter 40% dos foliões. Táxis ou serviços de transporte por aplicativos interessam a 37% das pessoas e ingressos para festas  são procurados por 21%.

Ana Claudia tem a percepção de que, em Mato Grosso, as pessoas não estão tão propensas a gastar. Responsável pelo financeiro de um salão de beleza, ela diz que, neste mês, o movimento caiu e muito. “Acho que as pessoas só vão começar a gastar depois do Carnaval mesmo”, avaliou.

De realidade bem diferente, a estudante Ana Carolina Misturini ainda está indecisa quanto ao que vai fazer nos dias de festa, mas já tem orçamento definido: de R$ 50 a R$ 100. Por isso, ela vai optar por locais mais “em conta”, como os bloquinhos realizados em Chapada dos Guimarães ou na Praça da Mandioca, em Cuiabá. “Ainda estou decidindo, mas não pretendo e nem posso gastar muito”, explica a jovem.

Menos festas de rua

Outros fatores que podem influenciar no consumo dos foliões mato-grossenses é a redução dos carnavais de rua em alguns municípios. Em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) decidiu “transferir” o tradicional desfile para o dia 8 de abril, data em que a Capital comemora 300 anos. E o propósito de economizar dinheiro também foi a justificativa para isso. Segundo o emedebista, não tem como realizar duas grandes festas num espaço de tempo tão curto.

Já outras cidades, como Poconé, Cáceres e Rondonópolis decidiram simplesmente não realizar as festividades. Inclusive, o Ministério Público de Contas (MPC) emitiu uma recomendação para que as prefeituras evitem uso do dinheiro público em festas carnavalescas.

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