Mato-grossenses contam rotina da pandemia fora do Brasil

Reportagem ouviu relatos do jornalista Willian Dalazem, que mora na Itália, e da estudante Giovanna Alencar, que está nos EUA

(Foto: Pixabay)

O mundo soma até este domingo (26) mais de 16 milhões de casos de covid-19. O Brasil é a segunda nação mundo com o maior número de casos e mortes pela doença. No país, o clima mistura a sensação de medo pelo avanço da doença com a ansiedade para a “volta ao normal’.

E os brasileiros ao redor do mundo? Como estão vivendo a pandemia? O LIVRE ouviu brasileiros que moram em outros países para saber como está sendo a rotina neste período.

O Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos que já tem mais de 4 milhões de infecções confirmadas e 144 mil óbitos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

É lá que mora a estudante Giovanna Alencar, que estuda atuação na New York Film Academy, na Califórnia, desde janeiro deste ano.

Foi em março que os números de covid-19 nos Estados Unidos começaram a crescer. O medo da população com a doença até então desconhecida levou milhares aos supermercados e lojas.

(Foto: Arquivo Pessoal)

O resultado: prateleiras vazias. “Me lembro da confusão nas lojas. Ouvi relatos de amigos que passaram três horas em fila para comprar comida. As pessoas pareciam zumbis brigando por comida “, relata.

Os dias seguintes também foram incomuns, segundo Gioavanna. “Não podíamos sair nas ruas, tudo ficou deserto. Não havia nada fora das janelas, nem barulho de carro”, lembra.

As medidas foram sendo relaxadas aos poucos, mas a doença no país não para de crescer.

Já vemos muitas pessoas nas ruas sem máscara, descuidando-se. Estamos entrando em lockdown de novo, porque os casos subiram”, conta.

Do outro lado do mundo

O jornalista Willian Dalazem está do outro lado do mundo, atualmente mora em Roma. Ele se mudou para a capital da Itália em outubro do ano passado, pouco antes do vírus tomar proporções globais.

Logo após a mudança, o isolamento social e a quarentena se tornaram obrigatórios em todo território italiano.

(Foto: Arquivo Pessoal)

“Segui todas as recomendações, permaneci em casa quando era solicitado. O deslocamento era exclusivamente de casa par ao mercado. Passei os dias todos dentro de casa”, lembra.

O verbo no passado indica que a quarentena obrigatória na Itália – que durou dois meses – já chegou ao fim. Lá uso de máscaras é obrigatório somente em locais fechados e no transporte público.

“Garantimos o distanciamento social. A exemplo das praias que já estão liberadas, mas têm estacas para dividir os grupos de frequentadores”, explica.

(Foto: Arquivo Pessoal)

A sensação é a de “estar voltando ao normal, relata Willian. Aos poucos, segundo Willian, o turismo, um dos carros chefes do país, está se reerguendo. As fronteiras da Itália com outros países começaram a ser reabertas para receber os turistas.

Todavia, há restrições para algumas nacionalidades. Brasileiros, por exemplo, não podem visitar o país. A justificativa é o descontrole da covid-19 no Brasil.

Inclusive, o país domina os noticiários segundo Willian. “É triste acompanhar tudo isso de longe. O que vemos aqui na mídia local é que EUA e Brasil dominam as manchetes quando se fala de covid-19”.

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