Marrafon condiciona eventual candidatura a entrega de obras

Junior Silgueiro/Gcom

marrafon e taques na arena escola

O governador Pedro Taques trabalha para projetar Marco Marrafon

Cotado para ser candidato a deputado estadual nas eleições de 2018, o secretário de Educação de Mato Grosso, Marco Aurélio Marrafon, condiciona o projeto eleitoral à entrega de obras em sua gestão. No comando da Seduc há um ano, Marrafon vem tocando um alto volume de investimentos na pasta, e a promessa é fazer R$ 360 milhões em 140 obras até o fim do mandato por meio do programa Pró-Escolas.

“Não adianta pensar em política antes de gerar resultados e legitimar os caminhos”, declarou Marrafon, durante a inauguração da Escola Estadual Governador José Fragelli, na Arena Pantanal. “Nossa prioridade é entregar resultados para a população e fazer um bom governo.”

Na sequência, ele citou as obras e investimentos que vem fazendo à frente da Seduc. “São 15 escolas com ensino em tempo integral, cinco escolas militares Tiradentes no interior e o maior investimento em obras da história”, disse. Ele não está filiado a nenhuma sigla mas, sem citar partidos, admite já ter sido sondado.

Marrafon é homem de confiança do governador Pedro Taques (PSDB), e suas pretensões eleitorais contam com respaldo do tucano. Nos bastidores, Taques vem trabalhando para projetar a imagem do secretário. Porém, ao ser questionado sobre o apoio do governador a uma eventual candidatura, o secretário desconversou.

Além de fazer uma boa gestão, a prioridade dos secretários no campo eleitoral é a reeleição do governador Pedro Taques, disse Marrafon.  “O governador Pedro Taques é nossa prioridade. O que vem depois em relação a isso tem que ser consequência de um bom trabalho. Acho que é isso que a população espera”, disse.

Marrafon assumiu o comando da Seduc em maio de 2016, em meio à Operação Rêmora. A operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) investiga um suposto esquema de fraudes em licitações de obras de escolas mediante propinas que variavam entre 3% e 5%. 

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