Marqueteiro de Mauro, Antero diz que a arrogância fez Taques perder reeleição

Mauro já foi tachado de arrogante em eleições passadas e, dessa vez, rótulo colou em Taques

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O coordenador de marketing da campanha vitoriosa de Mauro Mendes (DEM) ao governo estadual, Antero Paes de Barros, atribuiu a derrota do governador Pedro Taques (PSDB) nas urnas à sua própria arrogância. Marqueteiro da campanha que elegeu Taques em 2014, ele afirmou que o tucano não tinha chance de se reeleger, por ter feito um governo ruim.

“[O erro dele foi] a arrogância e a falta de humildade. Se ele tivesse humildade, ele não teria sido candidato. Teria feito uma pesquisa qualitativa, teria visto que o governo dele é uma tragédia e não teria sido candidato. Ele não tinha chance nenhuma”, afirmou.

Mauro, que já foi tachado de arrogante em eleições passadas, como quando se elegeu prefeito de Cuiabá em 2012, dessa vez viu o rótulo colar em Pedro Taques. Antero, que atuou no segundo turno da campanha de Mauro naquele ano, refutou a pecha. O primeiro turno foi tocado por Jenner Ribeiro, que veio de Pernambuco para fazer a campanha.

“Fizemos a campanha dele no segundo turno. Não tenho a imagem do primeiro, porque eu estava em Sinop fazendo a campanha de Juarez Costa (MDB). No segundo turno, não teve nada de arrogante, ao contrário, mostramos ele visitando a população. Mauro tem uma origem humilde”, disse.

Pedro Taques amargou o terceiro lugar na corrida ao Palácio Paiaguás, perdendo também para o senador Wellington Fagundes (PR). Segundo Antero, os dois candidatos mentiram ao dizer que fizeram muito por Mato Grosso. “Chegar na campanha eleitoral para mentir? Falar que fez muito pela saúde? Eu acho sinceramente que uma campanha errática dessa forma não pode dar certo”, disse, citando também o excesso de obras e emendas citadas por Wellington em sua campanha.

O marqueteiro afirmou que o planejamento da campanha de Mendes tinha como objetivo vencer no segundo turno. Ele acabou se elegendo no primeiro. “Enfrentamos um senador e um governador em exercício. Não era fácil ganhar essa eleição em primeiro turno. Claro que a gente sabia do desgaste do Pedro. Mas mesmo assim, um governador candidato à reeleição tem muita margem de manobra”, observou.

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