Marcelo Duarte iniciou governo como técnico e teve que se tornar político

Ednilson Aguiar/O Livre

Marcelo Duarte

Secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte é um dos poucos a sobreviver no cargo desde 1º de janeiro de 2015

O secretário de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Marcelo Duarte, é um dos poucos a sobreviver no mesmo cargo desde o início do governo Pedro Taques (PSDB). Com origens na Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), ele inicialmente fazia parte do grupo apresentado como técnico no secretariado. Ao longo do tempo, porém, aprendeu a se tornar político – passou a conviver mais com os políticos e a receber as demandas dos parlamentares.

“Iniciei como técnico e tive que me tornar político. A frieza dos números e o tecnicismo te deixa cego para o que precisa ser feito. Nem tudo está em planilhas”, disse o secretário à reportagem do LIVRE. Ele tinha acabado de se reunir com o deputado estadual Ondanir Bortolini “Nininho” (PSD), e a agenda para aquele dia estava cheia de reuniões com políticos.

Cotado para disputar uma cadeira de deputado, Marcelo deve deixar a pasta e se filiar a um partido da base governista até abril de 2018. Porém, ele disse que ainda não definiu se realmente irá concorrer. “Filiar e desincompatibilizar não significa que eu vou ser candidato. O cenário político hoje é volátil. Sair me dá uma opção de ser ou não candidato. Se eu ficar no cargo, não tenho a opção de concorrer nas eleições”, observou.

Até lá, no entanto, ele diz que seu foco é a Sinfra. “Se eu desviar a atenção da secretaria, as cosias podem desfocar”, disse. Um dos secretários mais próximos do tucano, a prioridade política de Marcelo não é se candidatar, mas sim trabalhar pela reeleição do governador. “O que está definido é que estou 100% na campanha do Taques. A posição ainda será definida, se serei candidato ou ficarei nos bastidores”, afirmou.

Mesmo sem cravar uma candidatura, o secretário já definiu suas bandeiras: a infraestrutura, a melhoria da eficiência da gestão pública e a reforma do pacto federativo. “Mato Grosso contribuiu com 70% do saldo da balança comercial do país nos últimos cinco anos e não é justo o valor que recebemos de volta da União”, disse.

Segundo ele, a falta de uma compensação justa por parte do governo federal leva ao clima de crise entre os setores vividos nos últimos tempos. “Aqui no Estado há uma canibalização: servidores x agronegócio, municípios x Estado, entre outros. Cada um tenta puxar mais farinha para o seu pirão, mas a verdade é que o pirão é pouco”, concluiu.

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