Mais pessoas deixarão de votar por causa da pandemia? E qual impacto disso?

Foi isso que ocorreu em 63% das eleições realizadas ao redor do mundo em 2020 e o Brasil tem um agravante, segundo cientista político

(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Em 26 de 41 eleições realizadas neste ano, em diferentes países, notou-se um aumento do número de pessoas que preferiram não sair de casa para votar. Um efeito atribuído à pandemia do novo coronavírus e que, segundo especialista, deve se repetir no Brasil.

E para o cientista político Ivan Filipe Fernandes, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), ouvido pela reportagem da BBC Brasil, não só o vírus, mas o “desalento” da população brasileira em relação aos políticos deve inflacionar esse número.

Em 2016, ano da última eleição municipal, mais de 25 milhões de brasileiros já não foram votar no primeiro turno. Foi a terceira alta seguida de abstenções em país. Para 2020, portanto, Fernandes espera um número recorde.

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E o impacto disso, conforme o cientista político, pode ser para os candidatos que têm mais apoio das classes sociais mais pobre e dos idosos (estes últimos, considerados grupo de risco para a covid-19). É que, historicamente, esses grupos já são os que mais se abstêm de votar.

Segundo Fernandes, quanto mais pessoas deixarem de comparecer às urnas, mais imprevisíveis devem ser os resultados em cidades onde a disputa está acirrada.

Em Cuiabá, segundo a primeira pesquisa Ibope, divulgada nesta sexta-feira (16) pela TV Centro América, Abílio Júnior (Podemos) detém uma certa vantagem sobre os demais candidatos.

Ele tem 26% das intenções de voto enquanto o prefeito e candidato à reeleição Emanuel Pinheiro (MDB) tem 20%; Roberto França (DEM) tem 19%; e Gisela Simona (Pros) tem 11%.

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