MT tem 713 casos de hepatites virais: saiba como procurar tratamento e prevenção

Diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado

(Foto: Agência Brasil/Ilustrativa)

No ano passado, Mato Grosso registrou 713 casos de hepatites virais em todo o estado. Os números divulgados fazem parte de um alerta emitido pelo governo para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Dos tipos da doença, o setor de Vigilância em Saúde registrou 15 casos de hepatite A, 499 de hepatite B e 199 casos de hepatite C.

A hepatite é uma inflamação do fígado, que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

Os sintomas mais comuns das hepatites A e B são: dor ou desconforto abdominal; dor muscular; fadiga; náusea e vômitos; perda de apetite; febre; urina escura e o amarelamento da pele e olhos.

O alerta se dá porque, em alguns casos, são doenças silenciosas, que nem sempre apresentam sintomas.

De acordo com a técnica especializada em hepatites virais, Regina Nascimento, o diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado.

A confirmação pode ser feita por testes rápidos, que apontam o resultado em uma hora. Exames laboratoriais também podem ser feitos em laboratório.

Prevenção e tratamento

A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B.  Quem se vacina para o tipo B também estará protegido da hepatite D. A vacina está disponível e é gratuita pelo SUS.

Para os demais tipos de vírus, não há vacina e o tratamento é indicado pelo médico.

A prevenção à hepatite C pode ser feita evitando o contato com sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes. O tratamento é medicamentoso e há cura em mais de 95% dos casos.

As hepatites B e D têm tratamento e podem ser controladas, evitando a evolução para cirrose e câncer. Já a hepatite A é uma doença aguda e o tratamento se baseia em dieta e repouso.

Pelo SUS, a imunização está disponível para crianças de 15 meses a 5 anos incompletos (4 anos, 11 meses e 29 dias) e também no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie).

A vacina, contudo, está disponível apenas para pessoas que tenham: hepatopatias crônicas de qualquer etiologia incluindo os tipos B e C; coagulopatias; diagnosticadas com HIV; portadores de quaisquer doenças imunossupressoras; doenças de depósito; fibrose cística; trissomias; candidatos a transplante de órgãos; doadores de órgãos, cadastrados em programas de transplantes ou com hemoglobinopatias.

(Com Assessoria)

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