Maggi lamenta decisão de Bolsonaro de fundir ministérios da Agricultura e Meio Ambiente

Ministro entende que fusão das duas pastas trará prejuízos ao agronegócio

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, lamentou a decisão do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de unir as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente. Durante viagem aos Emirados Árabes, onde participa da Exposição Agrispape, ele disse a fusão trará prejuízos ao agronegócio brasileiro, muito cobrado pelos países da Europa pela preservação do meio ambiente.

Ao longo dos últimos dois anos e meio, ele disse ter viajado pelo mundo divulgando a sustentabilidade do agronegócio brasileiro e cobrando preferência pelos produtos do Brasil, principalmente por causa dos custos dos produtores em manter reservas ambientais em suas propriedades.
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Com dados da Embrapa Territorial, o ministro da Agricultura provou que 66% do território brasileiro se mantém preservado graças à ação dos produtores brasileiros. Esse discurso, segundo Maggi, pode ser prejudicado com a fusão das duas pastas.

Outro argumento apontado pelo ministro é com relação às agendas dos dois ministérios. Ele entende que elas são convergentes em alguns pontos, mas no geral possuem temas próprios que necessitam de atenção.

“Existem muitos fóruns importantes nos quais o Brasil deve marcar sua posição, mas não será possível para um ministro participar de todos sozinho”, lembrou. Os dois órgãos, na opinião do ministro, são de extrema importância para o Brasil.

[featured_paragraph]Ao final, Maggi ponderou que o Ministério do Meio Ambiente, às vezes, tem que tratar de questões de áreas que não ligadas ao agro, como energia, infraestrutura, mineração, petróleo. Para o ministro, seria dificílimo conciliar todos esses assuntos. “Como um ministro da agricultura vai opinar sobre um campo de petróleo ou exploração de minérios?”, questionou. [/featured_paragraph]

Ainda durante o segundo turno, ao saber da intenção do presidente eleito em unir as duas pastas, o ministro manifestou-se contrário. Durante visita ao Pronto-Socorro de Cuiabá, no último dia 22 de outubro, ele considerou as atividades dos dois ministérios divergentes e até mesmo antagônicas, impossibilitando serem tocadas por um único gestor. “Acho bastante complicado. Acho que é uma coisa que deve ser revista”, avaliou Maggi.

O ministro disse ainda, ao LIVRE, no último domingo (28), estar preocupado com a inexperiência do presidente eleito. “Fazer um governo absolutamente novo, com pessoas inexperientes, é uma responsabilidade gigante. Mas, passadas as eleições, vamos ficar na expectativa de ver a formação de sua equipe e desejar sorte, pois quanto mais sorte ele tiver, melhor para todos nós”, declarou na ocasião o progressista.

*Com assessoria

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