Maggi diz que Brasil precisa de presidente da 3ª via e não vê Judiciário como viável

Ex-governador de Mato Grosso diz que país precisa superar polarização política em que pessoas são "colocadas contra a parede"

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse ser a favor da eleição de um candidato de terceira via nas eleições de 2022 no Brasil, mas não vê como opção “salutar” a escolha de candidatos vinculados ao Judiciário. 

A opção entre Lula e Bolsonaro seria o caminho, segundo ele, para o país superar a “polarização política”, em que o próprio fazer política estaria ameaçado pelo grande volume de censura das opiniões. 

“Eu partidário de buscar uma terceira via para sair dessa polarização que nos encontramos, eu não acho isso salutar para o Brasil. Hoje, se você se posicionar contra o Bolsonaro você é Lula, você se posicionar contra Lula você é Bolsonaro”, disse. 

Maggi disse que o Brasil atravessa um momento em que as pessoas com opinião diferente são “colocadas contra a parede”, independentemente do lado que critique, o que geraria o ambiente de tensão social.  

“Você vai pra parede mesmo, não tem mais como conversar de política”, comentou. 

Porém, a aposta em um nome que se valha da carreira jurídica passada não seria também uma opção que ajudaria o país a superar a crise política. Ele disse que a -pré-candidatura do ex-juiz Sérgio Moro comprovaria o uso político do Judiciário. 

“As suspeitas que a gente tinha de que as pessoas usam seu poder no Judiciário estão comprovadas, nem mais serem discutidas, tanto aqui no Estado quanto em outros lugares. Eu acho que o Brasil deveria ter mais cuidado ao escolher seus candidatos”, disse. 

Autodeclarado aposentado na política, Blairo Maggi diz que seu grupo político, Partido Progressista (PP), deve apoiar Bolsonaro na eventual campanha de reeleição – pelo número de ministros e as posições deles no governo Bolsonaro – mas vê um movimento conjunto nos níveis estaduais. 

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