Mães e empresárias cobram retorno às aulas presenciais em MT

Protesto simbólico ocorreu em frente ao prédio da Assembleia Legislativa. Deputados discutem escolas e universidades como atividade essencial

Um grupo de mães e empresárias do ramo da educação infantil realizou, na manhã desta segunda-feira (5), um manifesto simbólico em frente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Elas defendiam o retorno das aulas presenciais.

Na terça-feira (30), a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa aprovou o projeto 172/2021, de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que reconhece escolas e universidades como atividades essenciais enquanto durar a pandemia.

A expectativa é que o projeto seja votado em sessão ordinária nesta segunda-feira (5), para ser levado a sanção do governador Mauro Mendes (DEM).

A líder do movimento “Escolas Abertas Cuiabá”, é a servidora pública federal Francielle Claudino Brustoli. Mãe de quatro filhos com idades de 8 meses a 7 anos, ela diz que as instituições de ensino infantil têm tido uma postura digna de elogios e reconhecimento no período de pandemia.

“As escolas estão abertas desde o dia 1º de março e não tivemos registro de surto. O cumprimento dos protocolos de segurança tem sido cumprido à risca e evita precocemente qualquer risco de contaminação. As escolas são parceiras e não vilãs do Estado no combate à disseminação do coronavírus. É na escola que as crianças aprenderão como cumprir as medidas de higienização”, disse.

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A empresária Amira Debs é proprietária do “Cantinho de Mãe – Berçário e Educação Infantil”, que atende no bairro Quilombo em Cuiabá. A instituição recebe crianças de três meses a seis anos de idade.

Ela diz que as medidas de cumprimento às regras sanitárias foram adotadas ainda no  lockdown decretado pela Prefeitura de Cuiabá em 2020, o que garante o preparo das instituições de ensino ao retorno às aulas presenciais.

“Nós já fizemos as primeiras adequações que foram a redução do número de alunos por sala de aula, higienização constante das mãos e espaçamento entre os alunos. Eu, como empresária do setor, mais do que ninguém, posso dizer que dispomos de um ambiente limpo e específico ao público infantil. A criança precisa de higiene e nós redobramos os cuidados a partir da pandemia com a exigência de máscara, viseira e o que mais for necessária para garantir o lugar da criança na escola”, afirma.

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1 COMENTÁRIO

  1. Excelente! A sociedade civil organizada se posicionando num tema muito necessário. Cada vez mais os estudos mostram o prejuízo das crianças ao ficarem fora das salas de aula. O ensino on-line não serve como ferramenta para crianças e para muitos cursos universitários também não atende aos objetivos pedagógicos. Parabéns ao deputado Wilson SANtos pelo projeto.

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