Mãe Bonifácia reabre amanhã com multa de até R$ 5 mil para quem quebrar regras

Depois da morte de 16 saguis, infectados por humanos, haverá penas mais duras para quem for flagrado alimentando os animais

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O Parque Mãe Bonifácia será reaberto neste sábado (28) com multa de até R$ 5 mil para pessoas que desrespeitaram às regras de funcionamento. Conforme a Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), a visitação ficará permitida a partir das 6h. 

O parque reabre de acordo com as regras sanitárias permitidas em agosto, para a prevenção contra o novo coronavírus. Trilhas mais adentro e espaços com brinquedos continuam fechados. 

Conforme o comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar Ambiental, tenente-coronel Accaciolari, os responsáveis por eventuais novas mortes de animais poderão ser multados entre R$ 500 e R$ 5 mil por cada indivíduo morto.

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“Vamos tomar medidas mais duras. Com o episódio [de morte de 16 macacos saguis] viu-se que nós vamos ter que ser mais enérgicos para conter outro episódio. Se houver alimentação e o animal vir a óbito, a pessoa pode ser multada de R$ 500 a R$ 5 mil”, disse. 

A nova regra será um agravante para a proibição de dar comida aos bichos que habitam o parque. Hoje, a multa para pessoas pegas na infração pode ficar entre R$ 500 e R$ 10 mil. 

O professor Edson Moleta Colodel, responsável pela análise final do material coletado dos 16 macacos saguis, disse que os animais desenvolveram um quadro inflamatório generalizado causado pela herpes simples, vírus encontrado geralmente em humanos. 

Imagem Ilustrativa (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Segundo ele, o quadro agudo demorou em torno de uma semana, desde a data em que os animais começaram a apresentar os primeiros sintomas da doença até à morte. Os macacos saguis seriam integrantes de um mesmo grupo, que pode ter sido infectado a partir de um indivíduo. 

“Todos os saguis tinham inflamação relacionada ao sistema nervoso central, isso é muito característico do que vemos na infecção por herpes vírus e exames complementares confirmaram esse quadro”, explicou. 

Uma das suposições é que a contaminação tenha ocorrido por um humano com a doença em estágio discreto, com a aparição de sintomas externos com aftas na boca, mas com potencial de transmissão. Esse paciente pode, tanto ter dado alimento diretamente um macaco, ou jogado sobras no chão. 

O gerente de fauna silvestre Valdo Pinheiro Troi, que coordenou a varredura sanitária no parque, disse que os indivíduos mortos estavam todos na primeira praça do parque, área de maior concentração de visitantes. Eles apresentavam comportamento alterado, o que indica que já estavam acostumados a pegar alimento diretamente de humanos. 

“Tudo leva a crer para interferência humana. Os macacos têm recorridos aos humanos, o que mostra que estão acostumados a receber alimento. A contaminação estava num grupo específico, o que pode ter ocorrido é a dizimação”, afirmou. 

Segundo ele, outros grupos que frequentam o parque estão sendo monitorados para a identificação de possíveis sintomas de doença.

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