Mãe acusa escola de tentar abafar caso de tentativa de sequestro de sua filha

A acusação surgiu primeiro nas redes sociais, gerando pânico na população sinopense

A mãe de uma menina de 9 anos, estudante da escola municipal Rodrigo Damasceno, em Sinop (500 Km de Cuiabá), acabou gerando um grande pânico nas redes sociais ao postar na internet que um homem, supostamente sequestrador de crianças, estaria rondando a unidade escolar onde sua filha estuda.

“Hoje na porta da escola dos meus filhos tentaram raptar minha filha. Cuidado: é um homem moreno que anda mancando. Como ele não conseguiu levar a Kamilly, levou outra menina, minha filha correu para pedir para uma coleguinha avisar a diretora, a mãe chegou na escola e chamaram a polícia”, disse a mulher, na postagem que “viralizou” na cidade.

Em poucas horas, a publicação ganhou força e até uma foto do suposto sequestrador estava sendo repassada em grupos do WhatsApp.

De acordo com a direção da unidade escolar, o fato não passou de um equívoco, já que, na verdade, o pai de uma outra aluna percebeu que filha não teria entrado na escola, chamando a atenção da criança e assustando a criança denunciante, que pensou se tratar de algum estranho.

“Na verdade, a filha dele estava fora escola. Então ele falou energicamente com a menina, mandando-a entrar na sala de aula. A outra criança acabou se assustando e contou o fato para a mãe. Sem checar as informações, ou o que estava acontecendo de fato, a mãe da criança postou nas redes sociais essa situação”, explicou a Direção da escola.

Por conta do desencontro de informações, inúmeros pais assustados ligaram e se dirigiram à unidade escolar.

“Nós inclusive fizemos uma acareação com a mãe da menina e com o pai da outra criança acusada erroneamente pela menor, mostrando que tudo não passou de um mal entendido”, explicou a diretora.

Apesar de a escola negar os fatos, a mãe ainda registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) nessa quinta-feira (05), dizendo que sua filha foi abordada na porta da escola por um rapaz moreno, alto e aparentemente bêbado. Ela ainda acusa a instituição de estar tentando abafar o caso para não denegrir a imagem da instituição.

“Ele ofereceu balas para minha filha, e disse que na casa dele tinha mais. Então ela correu para dentro da escola e pediu para uma coleguinha avisar a Direção”, conta a mãe no B.O.

Depois de toda a repercussão a mãe voltou a postar sua indignação nas redes sociais.

“É muito humilhante, desgastante passar por certos tipos de situações, onde sua palavra e a de uma criança valem menos do que o nome de uma instituição pública”, diz a mãe.

No mesmo texto ela relata que seus dois filhos passaram a sofrer bullying na escola. E acusa os profissionais da instituição de serem “mentirosos e despreparados”.

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