O deputado estadual Lúdio Cabral, candidato derrotado em Cuiabá, fez críticas ao PT (Partido dos Trabalhadores) nesta quarta-feira (30), mas disse que não cogita anular a sua filiação. Ele disse que o programa de ideológico do partido precisa se abrir para incluir setores da sociedade.
Os diálogos são com setores tradicionais que historicamente o PT tem feito oposição política e econômica, e se fortaleceu como grupo político com a defesa de pautas contrárias.
“A gente precisa ampliar o diálogo com o eleitorado cristão, com os evangélicos, com a parcela da população vocacionada por empreendedorismo, para autonomia ocupacional”, disse.
No começo da sua história, o PT se apresentava como um partido próximo ao comunismo, ideologia que dá maior vazão ao domínio social, à autoridade crescente do estado na economia e ideias progressistas na moral. As posições levaram o partido a amargar derrota por mais de uma década.
A eleição de Lula a presidente, no começo da década de 2000, foi marcada por uma atenuação desse perfil, que ficou conhecido pelo slogan “Lula, paz e amor”. Neste ano, a sigla viu o seu espaço eleitoral minguar novamente, sem conseguir eleger candidatos a prefeito.
Lúdio Cabral foi um dos poucos candidatos petistas que avançou para o segundo turno das eleições com chance de vitória. Mas, para isso, ele precisou se afastar da imagem do partido e mudar o discurso para conversar com cristãos e empreendedores.
A crítica do deputado calha com a situação do PT. Mas Lúdio disse que, para ele, a saída do partido seria a alternativa “fácil” e “oportunista”. Relembrando o histórico de filiação, ele disse que tentará ajudar na atualização do partido.
“Toda a minha trajetória política foi como filiado ao PT. Os mandatos que exerci e exerço são pelo Partido dos Trabalhadores. A confiança da população de Cuiabá em mim sempre foi eu disputando eleição pelo PT. Então nunca passou e nem nunca passará na minha cabeça essa hipótese de mudar de partido”, disse.




