Lombadas: Prefeitura de Cuiabá vai contratar empresa para retirar as clandestinas

Redutores de velocidade ilegais trazem prejuízo ao transporte coletivo e, em alguns casos, aumentam o risco de acidentes

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

A Prefeitura de Cuiabá vai contratar uma empresa para retirar todos os quebra-molas ou redutores de velocidade instalados de forma irregular nas vias da cidade. A ação visa atender uma recomendação do Ministério Público e ainda não se tem mensurado os valores a serem aplicados e nem o montante de trabalho.

Conforme a última contagem realizada pelo Município, que aconteceu há nove anos, mais da metade das populares “lombadas” construídas na Capital eram ilegais. Naquela época, a estimativa era de aproximadamente 5 mil redutores de velocidades instalados, dos quais 2,5 mil tinham o status de clandestinos.

A diretora do setor de Engenharia de Tráfego da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Adrielle Martins, explica que a cidade cresceu e não há condições do órgão fazer este tipo de contagem. Primeiro, pelo espaço a ser percorrido, segundo, pela instantaneidade com que novas estruturas são construídas.

Então, há um foco nas linhas de ônibus, porque as lombadas prejudicam o transporte coletivo. Elas favorecem a quebra dos veículos, aumentam o tempo das viagens e ainda trazem desconforto aos usuários.

No último trabalho realizado, foram encontradas 300 lombadas clandestinas nos itinerários, incluindo as avenidas principais e as vias no interior dos bairros.

As motivações

Martins explica que muitas das lombadas clandestinas sequer são solicitadas à Semob. Os moradores do bairro se reúnem e até empresários fazem por conta própria, sem nenhum critério ou atendimento às normas exigidas.

Por esse motivos, algumas situações chegam a transpor a barreira da coerência como ruas com cinco quebra-molas sequenciais ou estruturas com até 30 centímetros acima do permitido – que varia entre 8 e 10 centímetros.

Em paralelo às ações autônomas, existem os inúmeros pedidos de instalação, que muitas vezes são apresentados sem os critérios mínimos de concessão ou informações insuficientes. Há ofícios que simplesmente requerem um quebra-molas para cada rua do bairro, sem esclarecer o motivo.

Outros pedem que o redutor seja colocado em curvas, ao lado de placas de sinalização e até mesmo em pontos que dificultem a visão do condutor, o que pode causar acidentes.

A diretora afirma que, diante da recusa ou da solicitação de mais informações, muitas vezes o solicitante alega que as crianças precisam de mais segurança para brincar na rua.

“Já teve um comerciante que, verbalmente, alegou que os motoristas precisavam reduzir a velocidade perto do estabelecimento dele para conseguir ver o letreiro”, afirma a diretora de Engenharia Tráfego da Semob.

Quais são os critérios

Diretora de Engenharia de Tráfego da Semob, Adrielle Martins explica que, para se colocar uma lombada, é preciso analisar o local, para saber se a estrutura não trará risco de acidentes. Também é necessário avaliar o fluxo de veículos e pedestres.

Além da lombada tradicional, muitas pessoas apresentam a preferência pela elevada, aquela com a faixa de segurança em cima. Porém, essas são para pontos específicos com grande fluxo de pessoas como frente de escolas, bancos e estabelecimentos com intenso movimento.

Nos últimos três anos, foram implantadas cerca de 162 lombadas e 40 travessias elevadas em Cuiabá – de forma regular – pela Semob.

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