Loja de móveis de Cuiabá denuncia clientes que afirmam ter sofrido “golpe”

As reclamações foram publicadas no grupo do Facebook "Aonde não ir em Cuiabá"

Reprodução/Facebook

A loja de móveis Ycasa resolveu tomar uma atitude inesperada depois de receber reclamações de clientes que afirmam terem pagado e não recebido seus produtos ou serviços. A empresa resolveu denunciar os clientes que publicam reclamações sobre ela em redes sociais.

As publicações contra a loja, localizada na Avenida Presidente Marques, no Bairro Quilombo, em Cuiabá, foram realizadas no grupo do Facebook “Aonde não ir em Cuiabá”, criado para que clientes que se sintam lesados possam contar o que sofreram e impedir que mais pessoas tenham o mesmo problema com as empresas.

O grupo também dá a oportunidade de a empresa responder e corrigir possíveis erros.

A primeira publicação contra a Ycasa foi no dia 15 de novembro. Uma cliente afirmou ter pagado mais de R$ 1 mil à vista por uma mesa, com a promessa de que seria entregue em 15 dias, mas que já fazia três meses da compra e não havia recebido o produto.

A publicação teve mais de 140 comentários, vários deles de outros clientes que também diziam ter sido lesados.

A empresa então se pronunciou pela conta do perfil oficial no Facebook afirmando que os problemas com diversos clientes teriam ocorrido devido a um incidente ocorrido na antiga loja da empresa, mas que vinham tentando resolver o problema.

Por fim, a empresa fez questão de dizer que “a loja alerta a população que injúria, difamação e semelhantes são crimes, tal como sua propagação, logo há penalidades”.

Pouco depois, porém, outra publicação surgiu no grupo de reclamações, que logo foi apagada, a pedido da proprietária da empresa, que foi acatado pela cliente reclamante.

Nessa segunda-feira (9), no entanto, a mesma cliente fez uma nova reclamação no grupo, afirmando ter dado várias chances para a empresa se redimir, como prazos para entrega do produto e ou o dinheiro de volta, mas que, agora, o dono da empresa somente a bloqueava no aplicativo WhatsApp e a havia ameaçado de registrar um boletim de ocorrência contra ela por estar tentando falar com ele.

A jovem publicou prints de conversas com o dono da loja. E, mais uma vez, vários clientes, também se sentindo lesados, comentaram a publicação.

Representantes da Ycasa responderam a publicação com quase a mesma resposta que anteriormente, justificando os atrasos e dificuldades com um incidente na antiga loja e repetindo que “injúria, difamação e semelhantes são crimes”.

No fim da noite dessa segunda-feira (9), o dono da empresa, de 33 anos, procurou uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra as duas clientes que reclamaram por não receber os produtos comprados, nem o dinheiro de volta.

No documento, ele contou novamente sobre o incidente na antiga loja e afirmou ter devolvido pagamentos a clientes, mas que as duas reclamantes estão “difamando” a loja em redes sociais.

Ainda segundo o relato do dono da empresa, uma das clientes teria ainda ameaçado ir até a loja e “retirar móveis, colocar fogo na loja e levar amigos para fazer algazarra na loja”, consta no boletim de ocorrência.

O caso foi registrado como difamação contra a loja e, também, contra o proprietário e deverá ser investigado pela Polícia Judiciária Civil.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Ao contrário do que muitos acreditam, a internet não está isenta de regras jurídicas. Em princípio, um ato ilegal praticado no meio digital seja em redes sociais, trocas de emails e arquivos, negociação de contratos, compra em lojas virtuais, blogs ou qualquer outra forma de interação eletrônica, pode gerar consequências e reponsabilidades.

    Injúria, calúnia ou difamação, por exemplo, são crimes, independentemente do ambiente em que são praticadas, e podem ocasionar direito de indenização. Observe que tanto o agressor como divulgador ou apoiador da agressão são considerados responsáveis.

    Vale notar também que nos casos de injúria ou difamação, é irrelevante o fato de a notícia ser realmente verdadeira ou não. Mesmo sendo real, sua divulgação pode ser considerada ilícita. Isso significa que, ainda que o acusador esteja falando a verdade, nem sempre está isento de uma condenação.

    • E quando a loja recebe e não entrega os pedidos conforme foi estabelecido é oq?
      Eles querem sair como vítimas?
      Hoje não faro a chapa deles tá só esquentando e o hora deles vai chegar!

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