Listamos 5 eventos aguardados em MT e que seguem cancelados devido à pandemia

Saudade de uma festa, né minha filha? Temos uma notícia não muito boa, mas que ajuda a relembrar bons momentos

Algumas festas emblemáticas fazem parte do calendário mato-grossense, e continuam sem previsão de quando e se vão ocorrer. O motivo é a pandemia do novo coronavírus. Em todos o Estado – e também em outros locais do país – eventos musicais e esportivos permanecem proibidos.

E enquanto festas clandestinas – realizadas mesmo com toque de recolher que passou a valer no último sábado (13) em Cuiabá, por exemplo – continuam ocorrendo, contratantes de shows e promoters responsáveis pelas festas mais aguardadas do ano, podem só torcer para que os eventos sobrevivam á pós-pandemia.

Para matar um pouquinho da saudade e tentar fazer uma previsão de quando voltaremos a festar em segurança, a reportagem do LIVRE fez essa lista.

1. Braseiro

Ao som de música folk, pop e sertanejo, 3,5 mil pessoas estiveram no Braseiro edição Cuiabá, em maio de 2019 (Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

Considerado o maior evento open bar e open food de carnes nobres do Brasil, o Braseiro nasceu em 2016 em Rondonópolis (215 km de Cuiabá). Desde então, dezenas de edições já foram realizadas tanto na cidade de origem, quanto na Capital mato-grossense.

Com o objetivo de apoiar causas sociais, toda renda obtida é revertida para instituições filantrópicas beneficentes.

A última edição realizada em Rondonópolis, serviu 5,3 toneladas de carne, para 3,5 convidados. Os números ganham ainda mais proporção, se levarmos em conta o valor do ingresso R$ 350 (inteira).

O festival deste ano estava previsto para acontecer no dia 18 de abril. Pelas redes sociais, a organização do Braseiro comunicou a mudança da data para 26 de junho, mas provavelmente ela sofrerá nova alteração.

2. Feijoada de Inverno

A edição de 2018 contou com shows da banda Skank, Sandamí e Gustavo Mioto

Idealizada pelo jornalista Fernando Baracat, a Feijoada de Inverno é um dos eventos mais aguardados da região Centro-Oeste e, este ano, estaria em sua 27ª edição.

Sempre realizada em meados de junho e julho, quase todas as edições aconteceram em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá), local mais apropriado para um desfile de moda invernal.

A essa altura, os ingressos já estariam esgotados e todas as baladeiras já estariam com seus abadás prontos e guardados a sete chaves para não correr o risco de alguma “amiga” copiar o modelito.

Seria a hora também de tirar o casaco do armário e ter nos pés uma bota descolada (e confortável).

Então, era só ter um pouquinho de paciência no engarrafamento quilométrico (a regra só não vale para quem chegava de jatinho ou helicóptero) e depois se jogar na festa, que durava em media 13 horas, com shows nacionais que revezavam o palco.

O LIVRE tentou contato com os organizadores para saber uma possível nova data, mas não tivemos resposta.

3. Expoagro

Outro banho de água fria que o coronavírus causou foi em relação a 54ª Expoagro. Depois de dois anos adormecida, a maior feira agropecuária, industrial e comercial de Mato Grosso retornaria em grande estilo.

Entre os dias 6 a 11 de julho, o Parque de Exposições Jonas Pinheiro – localizado em Cuiabá – seria palco para leilões, stands de máquinas agrícolas, palestras sobre o agronegócio, rodeios e shows nacionais com Marília Mendonça, Henrique & Juliano, Jads & Jadson e João Carreiro.

Ao LIVRE, a Musiva e o Ditado Produções – responsáveis pela agenda de shows – informaram não ter uma previsão de quando a feira será realizada. Aliás, a probabilidade de que ocorra ainda este ano é mínima devido a agenda dos artistas.

4. Festival de Inverno

Este ano seria realizado o 35º Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, um dos eventos com a maior concentração de apresentações culturais no Estado.

Só no ano passado, durante três dias, 19 companhias com mais de 60 artistas exibiram apresentações de dança, teatro, circo, artes plásticas, folclore, esporte, artesanato, oficinas, contos de histórias e capoeira na Praça Dom Wunibaldo.

A edição também teve shows nacionais com Sérgio Reis e Renato Teixeira (com o espetáculo “Amizade sincera”), Zeca Pagodinho e Di Paullo & Paulino.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em contato com a Prefeitura de Chapada dos Guimarães, o LIVRE foi informado que todos os eventos culturais previstos no município este ano foram cancelados, até que haja uma garantia sobre o fim da pandemia.

5. Garota Vip

Um dos festivais mais aguardados pelos cuiabanos neste ano era o Garota Vip, comandado por Wesley Safadão. A data marcada era maio.

Em nota, a empresa Musiva Stage Music, responsável pelo evento, informou que há  possibilidade de o show ser realizado no ano que vem.

“Estamos em contato com os escritórios dos artistas para que o evento seja remarcado e mantida as atrações o mais breve possível, no decorrer do ano de 2020 ou inicio de 2021”.

Em show realizado em março de 2018, Wesley Safadão cantou por 5 horas e deu bom dia aos cuiabanos. Relembre.

Bônus. Shows em Cuiabá

Além das festas que já fazem parte do calendário mato-grossense, shows que já estavam programados para serem realizados em Cuiabá no segundo semestre de 2020 foram adiados. Outros ainda estão sem data prevista de reagendamento.

Veja alguns dos eventos:

Matheus & Kauan – estava previsto para o dia 26 de junho e permanece em “stand-by” para remarcação.

Isso é churrasco – idealizada pela dupla sertaneja Fernando & Sorocaba, a festa tinha data marcada para o dia 28 de março. Teria a participação do cantor country americano Chris Weaver e ainda segue sem uma nova data.

Dilsinho e Jota Quest – os shows seriam realizados em abril e já foram reagendados para os dias 2 e 3 de outubro, respectivamente.

Já pagou pelo ingresso?

Conforme os termos da medida provisória nº 948 de 2020, os contratantes não são obrigados a reembolsarem os ingressos, desde que assegurem a remarcação dos eventos cancelados dentro de um prazo de 12 meses.

Esse prazo começa a ser contado na data de encerramento do estado de calamidade pública, reconhecida pelo decreto nº 6 de 2020, no caso, 31 de dezembro deste ano.

O apelo da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos é para que os pagantes dos ingressos não solicitem o dinheiro de volta. Seria uma forma de garantir que empregos diretos e indiretos gerados pelo setor ainda possam ser remunerados.

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