Carregando...
Justiça

Liminar suspende desapropriação de Hospital em Diamantino

Foto de Redação
Redação

O Decreto Municipal nº059/2023, que determinava a desapropriação do Hospital São João Batista, em Diamantino, foi suspenso por meio de uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso nessa segunda-feira (15). Conforme a decisão, as inconsistências no processo de desapropriação do hospital  precisam ser reparadas, entre elas a falta de um inventário preciso, no qual estejam elencados quais equipamentos e móveis são públicos e quais são da associação Madre Paulina, atual gestora da unidade.

No pedido de liminar, a defesa da associação explica que a desapropriação do imóvel – que era de uma entidade religiosa – mediante indenização foi feita a “toque de caixa” e pegou os gestores do hospital de surpresa, já que eles tinham um contrato de aluguel até 2029.

Depois de concretizada a transação, a prefeitura deu um prazo de 30 dias para saída da associação do imóvel e houve uma posterior prorrogação do prazo por mais 30 dias. Vale ressaltar que a desapropriação inclui todos os equipamentos do hospital, sendo que a maior parte deles não é da instituição religiosa dona do prédio, que recebeu a indenização, e sim da associação.

“O decreto seria somente em relação ao imóvel e tratou a Agravante – Associação Madre Paulina –  como se fosse apenas locatária, ainda que muitos dos equipamentos, utensílios e aparelhos lhe pertençam e foram desapropriados (sem qualquer previsão para indenização)”, afirmou a defesa.

Além de não pagar pelos equipamentos, os advogados da associação argumentam que a precificação do valor também foi frágil e não criteriosa. Segundo a gestora da unidade, Patrícia Marcondes,  é difícil acreditar que houve uma avaliação de mercado prévia dos bens antes da aplicação do dinheiro público, já que apenas um tomógrafodo hospital – equipamento da associação- custa cerca de R$ 810 mil no mercado e a prefeitura atribuiu, no documento de desapropriação, o valor de R$ 450 mil para tudo que estava no interior do prédio.

Outra questão abordada pela associação é a falta de um contraditório dado à associação no processo, uma vez que a entidade não foi convocada para apresentar nenhum valor, que foi estipulado à revelia pela prefeitura.

Diante dos argumentos, a desembargadora e relatora do pedido, Maria Aparecida Ribeiro, decidiu que o decreto deverá ser suspenso e o dinheiro, que em teoria, seria para o pagamento dos equipamentos e maquinários – R$ 450 mil -, deve ser depositado em uma conta até que se faça um inventário detalhado do que há dentro de prédio, discriminando quem são os proprietários e valores, respeitando das regras de contraditório garantido por lei.

“Para resguardar o direito das partes, verifico a necessidade do prévio depósito de valor apurado em avaliação judicial provisória, não havendo de ser substituída por mera avaliação efetuada unilateralmente, em consonância com o art. 5º, XXIV, da CF, quando determina a prévia e justa indenização para concessão da desapropriação”, afirma a desembargadora na decisão.

 “Defiro o pedido liminar para sobrestar os efeitos dos atos expropriatórios em relação aos bens da agravante, até que se possibilite o exercício do contraditório em relação à avaliação prévia, com o posterior depósito do valor apurado”, conclui a magistrada.

(Da Assessoria)

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Hacker do caso Banco Master é interceptado em Dubai e preso pela PF em Guarulhos

Victor Sedlmaier, integrante do grupo “Os Meninos”, era considerado foragido com mandado expedido pelo STF
Geral

Mutirão da Limpurb renova sinalização e conservação da Avenida das Torres

Pintura de meio-fio e remoção de entulhos devolvem organização estética a uma das principais vitrines viárias da cidade
A Propósito

DC muda presidenciável e revive fama de partido desorganizado

Partido aposta em Joaquim Barbosa após meses promovendo Aldo Rebelo
Geral

Abilio quer endurecer fiscalização contra ambulantes no Centro de Cuiabá

Segundo prefeito, ambulantes descumpriram acordo firmado com município