Liderança de Janaina reforça oposição do PMDB a Taques

Ednilson Aguiar/O Livre

Deputada Janaína Riva

Deputada Janaína Riva

A escolha da deputada Janaina Riva para a liderança do PMDB na Assembleia Legislativa firma a determinação do partido em marcar posição como oposição ao governo Pedro Taques (PSDB). Ela sucede Silvano Amaral na função, que é opositor com postura mais moderada. Romoaldo Junior, que se auto intitula independente, mas tem atuação governista na maioria das situações, completa a bancada do partido na Assembleia.

“O mais importante da liderança é falar pelo partido”, diz Janaina, que promete separar suas posições pessoais dos interesses da sigla no Parlamento. “O PMDB é muito maior que nós três deputados estaduais. Acho que essa mudança é mais para deixar clara a opinião e tendência do partido em ser oposição à gestão do Taques. A liderança reforça essa mensagem.”

2018 vem aí
Aos 28 anos de idade e no primeiro mandato, Janaina já lidera o bloco opositor e é a principal voz da oposição na Assembleia. O presidente regional do PMDB, o deputado federal Carlos Bezerra, conduz a oposição no Estado e organiza o grupo para enfrentar a possível candidatura à reeleição de Taques.

“Essa mudança é mais para deixar clara a opinião e tendência do partido em ser oposição à gestão do Taques”

Apesar de hoje não trabalhar com quadros próprios para a disputa de governo em 2018, o PMDB espera receber a filiação do presidente do Tribunal de Contas de Estado (TCE), Antonio Joaquim, quando ele se aposentar. A sigla aposta também no apoio à eventual candidatura do senador Wellington Fagundes (PR) ao governo.

Riva e Silval
A deputada é filha do ex-deputado José Riva, que comandou a Assembleia por 20 anos e foi base dos governos passados. Recentemente, ele confessou um esquema de mensalão para parlamentares. Também já foi condenado por duas vezes em ações que investigam desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa.

Filiada ao PMDB há pouco mais de um ano, Janaina não teme ser vinculada ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso há um ano e nove meses no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), acusado de corrupção.

“Silval era governador pelo PMDB. Mas os deputados da atual legislatura não podem responder pelas atitudes do ex-governador. Ao contrário de deputados da base do Pedro Taques, que eram quase todos da base do Silval, com raras exceções. Esses, sim, podem falar com mais propriedade sobre o que ocorreu na gestão passada”, alfinetou.

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