Políticos da direita em Mato Grosso tentam amenizar a especulação em torno do nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como eventual candidato da ala a presidente em 2026.
Tarcísio virou figura constante nas entrevistas, principalmente de filiados ao Partido Liberal (PL), desde a semana passada, após a ação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro (PL). Os políticos estão sendo questionados sobre a relevância do governador num cenário eleitoral sem Bolsonaro.
O senador Wellington Fagundes (PL) foi categórico e disse que Tarcísio não seria uma opção para os liberais porque não faz parte dos filiados ao partido. Eles devem insistir na viabilização da candidatura de Bolsonaro.
“Ele não é uma opção do PL. A escolha continua sendo o presidente Bolsonaro. Vamos discutir, trabalhar e insistir nesse caminho, porque entendemos que, sem a participação dele, as eleições não serão plenamente democráticas. Até o momento, internamente, não há alternativa”, disse.
O prefeito Abilio Brunini também sugeriu que o partido não tem opção disponível para substituir Bolsonaro. Mas pondera que o partido poderá avaliar outro nome, desde que seja apresentado pelo ex-presidente.
“Não temos nada definido, ainda. Não pensamos sobre isso [a eventual candidatura de Tarcísio de Freitas como a figura da direita], mas quem Bolsonaro indicar, vamos avaliar”, disse.
O governador Tarcísio esteve em Cuiabá no sábado (19) para o casamento da filha do ex-senador Cidinho Santos (PP). Ele se encontrou com o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Ambos estão na fila de possíveis candidaturas em 2026 e tentam se aproximar do grupo mais ligado a Bolsonaro que, em Mato Grosso, seria o PL. Mas liberais também possuem projeto de candidaturas ao governo e ao Senado.




