Liberação de cirurgia plástica pelo plano de saúde: como funciona?

Falar em cirurgia plástica pelo plano de saúde acende a esperança de fazer procedimentos estéticos, porém, esse é um engano que precisa ser corrigido

(Foto: Pixabay)

A busca por um corpo perfeito muitas vezes se confunde com a saúde. Há quem queira uma barriga chapada apenas para melhorar a aparência e recorrer a cirurgia para isso.

O Brasil é um dos países que mais realiza cirurgia plástica por ano e os jovens cada vez mais buscam por esse tipo de serviço. Entretanto, esse não é um procedimento barato, por isso, há quem tente recorrer a um plano de saúde.

Existe cirurgia plástica pelo plano de saúde?

Se pode dizer que existe cirurgia plástica pelo plano de saúde, mas isso já geraria uma alvoroço e má interpretação.

Uma operadora disponibiliza a seus beneficiários a cirurgia plástica, entretanto, isso ocorre em situações bastante específicas. Elas podem ser utilizadas quando há necessidade e não quando a pessoa deseja.

Pode ficar confusa essa informação, mas é fácil de entender. Existem dois tipos de cirurgias plásticas, as estéticas que são as mais faladas e as reparadoras.

No caso das estéticas, nenhum dos tipos de planos de saúde cobre cobre. Isso acontece porque elas são feitas para mudar a aparência por alguma insatisfação. Por exemplo, colocar silicone para aumentar as mamas, a abdominoplastia para ficar com a barriga reta, facial para acabar com as rugas e outros.

Todos eles são feitos para melhorar a aparência não tendo nenhum ganho para a saúde, pelo contrário, uma operação é um risco adicional. Portanto, como não trazem ganho para o paciente em questões médicas, não são cobertas pelo plano.

Já a cirurgia plástica pelo plano de saúde é chamada de reparadora. Ela fica “consertando” um problema estético decorrente de alguma doença ou que pode trazer danos para a saúde.

Por exemplo, uma mulher que teve câncer de mama e precisou retirar parte dos seios. Ela será coberta pelo plano se precisar fazer uma cirurgia plástica para reconstruir as mamas e as próteses estarão inclusas.

Uma pessoa obesa que perdeu muito peso, ficou em excesso de pele, essa só é eliminada por meio de cirurgia. Um queimado poderá passar por procedimento para recuperar a pele danificada e consequentemente conseguir uma melhoria estética.

Entendendo as situações é mais fácil diferenciar qual cirurgia plástica pelo plano de saúde é autorizada e qual é rejeitada.

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Como fazer cirurgia plástica pelo plano de saúde

Sabendo quais situações do plano cobre cirurgia plástica é hora de avançar e entender como ele é liberado e realizado.

No caso, a cirurgia plástica pelo plano de saúde só é disponibilizada quando possui função reparadora. Para isso, é preciso que o médico indique que ela seja feita e justifique os motivos.

O pedido sendo encaminhado à operadora, ela fará a análise e entendendo que se enquadra em uma das situações cobertas pelo plano, autoriza a realização. Com a autorização, o médico deve agendar o procedimento em um hospital ou clínica adequada.

Esse processo pode levar um tempo para análise e realização, por isso, nem sempre é tão rápido como se deseja.

No caso de haver recusa da cirurgia plástica por parte da operadora, ela deverá justificar o motivo. Isso pode acontecer por divergência entre profissionais de saúde sobre qual o melhor tratamento, não buscar alternativas menos invasivas e outros.

O consumidor tem direito a saber o motivo da recusa e receber esse por escrito. Se discordar pode pedir uma revisão ou até mesmo recorrer à ANS.

Quanto custa uma cirurgia plástica pelo plano de saúde?

Para as operadoras o valor varia conforme os procedimentos e materiais a serem utilizados. Já para os beneficiários é possível saber os valores com antecedência.

Existem diferentes tipos de planos de saúde e cada um deles possui uma regra de funcionamento e cobrança. Vamos considerar um plano que inclua os procedimentos ambulatoriais e hospitalares.

Nesse caso o paciente tem direito a cobertura para a realização de exames pré e pós cirúrgicos, além da internação e cirurgia em si. Como ele já tem tudo isso incluso no plano, teoricamente isso não teria nenhum custo.

No caso de ser um plano sem coparticipação, apenas pagando o valor da mensalidade a pessoa poderá fazer a cirurgia plástica reparadora sem gastos adicionais. Já no plano coparticipativo, cada procedimento possui uma taxa cobrada.

É preciso verificar junto à operadora qual o valor de cada um deles para saber qual será o custo total para o beneficiário.

A cirurgia plástica pelo plano de saúde é possível apenas em casos de reparação, as estéticas sempre devem ser pagas de forma particular.

Por: Jeniffer Elaina, do site Smartia.com.br.

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